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Justiça reconhece dados inconsistentes que levaram à prisão por engano de médica em MS

G1 Mato Grosso do Sul ·
Justiça reconhece dados inconsistentes que levaram à prisão por engano de médica em MS

"Paguei pelo o crime de outra pessoa por 28 dias', diz médica presa por engano em MS A Justiça de Mato Grosso do Sul reconheceu que dados inconsistentes levaram à prisão por engano da médica Ana Paula Nunes dos Santos, de 27 anos.

Ela foi detida no Aeroporto Internacional de Campo Grande, no dia 4 de agosto, após ser confundida com outra mulher que tem o mesmo nome e é relacionada a um processo criminal. 'Só fui ouvida depois de pagar pelo crime de outra pessoa', diz médica presa por engano em MS Médica presa por engano pela PF relata separação da filha de 6 meses e noites na prisão em MS ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp A confirmação é do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) sobre o caso.

Segundo o tribunal, houve uma divergência entre os dados da pessoa condenada e os da mulher que posteriormente foi vinculada à execução penal.

"Embora os nomes fossem iguais, os registros apresentavam diferenças em informações como filiação, CPF e outros dados pessoais", diz a nota.

A médica passou duas noites presa e, após uma audiência de custódia, foi liberada com tornozeleira eletrônica.

Ela permaneceu sob monitoramento por pelo menos 28 dias.

Segundo o TJMS, depois que a inconsistência foi identificada, a Justiça reconheceu que a pessoa submetida à prisão e posteriormente à monitoração eletrônica não tinha relação com os fatos criminosos que deram origem ao processo.

Justiça determinou retirada da tornozeleira Em decisão de 28 de agosto, a Justiça determinou a imediata cessação das restrições impostas à médica.

Também foi determinada a expedição de alvará de soltura ou contramandado, além do registro da ocorrência como caso de homonímia, termo usado quando duas pessoas diferentes possuem o mesmo nome.

A decisão ainda determinou a desativação e retirada da tornozeleira eletrônica.

Médica dizia que tentou provar que era a pessoa errada 'Ao todo, eu paguei pelo o crime de outra pessoa por 28 dias', diz médica presa por engano em MS Arquivo pessoal/ Ana Paula Nunes Desde a prisão, Ana Paula afirma que tentou explicar que havia sido confundida com outra pessoa.

Segundo ela, ainda no momento da abordagem, percebeu que havia informações incorretas no mandado.

A médica contou que o documento trazia CPF e RG, mas apresentava divergências em outros dados, como local de nascimento e sexo.

“Eu insisti que era a pessoa errada.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mato Grosso do Sul.

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