A psicologia por trás da tecnologia intuitiva: o que a TI corporativa pode aprender com os aplicativos que usamos todos os dias
Você provavelmente já passou por esta experiência: abre um aplicativo pela primeira vez e imediatamente sabe o que fazer.
Sabe onde tocar, entende o significado de cada ícone e tudo parece estar exatamente onde deveria.
Em seguida, abre outro aplicativo e passa vários minutos procurando uma configuração básica, perdido em menus confusos.
A diferença raramente está na tecnologia em si.
Na maioria das vezes, está na psicologia.
As melhores experiências digitais são desenvolvidas com base na maneira como o cérebro humano realmente funciona – como direcionamos nossa atenção, criamos hábitos, tomamos decisões e memorizamos informações – e são bem-sucedidas justamente porque deixamos de percebê-las.
Leia também: Parallel Systems capta US$ 100 mi para vagões autônomos Esse princípio, tão evidente nos aplicativos que usamos todos os dias, é sistematicamente ignorado no ambiente corporativo.
Enquanto a tecnologia de consumo passou a última década aprendendo a reduzir atritos, a TI corporativa seguiu na direção oposta, acumulando ferramentas, telas, logins e painéis em um ritmo que nenhuma equipe humana consegue acompanhar.
O resultado é uma realidade operacional na qual a tecnologia exige atenção constantemente.
Em ambientes sensíveis à segurança, a atenção dispersa não é um pequeno inconveniente, mas uma vulnerabilidade.
A ciência cognitiva utiliza um termo para definir o esforço mental exigido por uma tarefa: carga cognitiva.
Parte dela é inevitável.
No entanto, uma parcela significativa é criada exclusivamente pela forma como as informações são apresentadas, como quando um aplicativo bancário esconde uma simples transferência atrás de quatro menus.
Nas empresas brasileiras, essa carga artificial tem uma origem clara.
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