BNDES desembolsa maior valor para crédito no 1º semestre desde governo Dilma
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O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) desembolsou R$ 75,6 bilhões em crédito no primeiro semestre de 2026, alta de 31,2% ante igual período do ano passado.
Os dados são da série histórica que o banco público disponibiliza em valores constantes –corrigidos pela inflação .
A quantia liberada é a maior para o intervalo de janeiro a junho desde 2015 (R$ 124,3 bilhões), no segundo governo Dilma Rousseff ( PT ).
Para uma parcela dos analistas, o estímulo à economia gerado pela alta nas operações pode representar um desafio para a política do BC (Banco Central) de combate à inflação. O BNDES rebate esse argumento.
Os desembolsos são a última fase do fluxo de financiamentos do banco. São os recursos liberados para as diferentes atividades econômicas.
O recorte setorial mostra que a instituição desembolsou quase R$ 28,5 bilhões para infraestrutura no primeiro semestre, o equivalente a 37,6% do total. É o principal valor entre as quatro atividades detalhadas pelo BNDES.
Agropecuária (R$ 17,7 bilhões), indústria (R$ 15,6 bilhões) e comércio e serviços (R$ 13,8 bilhões) vieram na sequência. Os quatro segmentos tiveram alta nos desembolsos ante o primeiro semestre de 2025.
O valor direcionado para infraestrutura aumentou 48,3%. Dentro desse setor, o transporte rodoviário foi a área que mais recebeu financiamentos –quase R$ 15 bilhões, um avanço de 190,4%.
Ao comentar a expansão dos desembolsos, o diretor de planejamento e relações institucionais do BNDES, Nelson Barbosa, diz existir uma recuperação dos investimentos em infraestrutura no país, puxados por concessões, especialmente de rodovias. Ele também lembra que o banco passou a operar programa de renovação da frota de caminhões e ônibus .
O diretor ainda cita o impacto de iniciativas como a política industrial do governo Lula (PT), os empréstimos após o tarifaço de Donald Trump e as enchentes no Rio Grande do Sul , os financiamentos a exportações da Embraer e os repasses a micro, pequenas e médias empresas.
Outra métrica que mostrou alta no primeiro semestre foi a das aprovações. É nessa etapa em que ocorre o aval do BNDES para a liberação dos recursos, antecedendo os repasses. Ou seja, as aprovações tendem a virar desembolsos ao longo do tempo.
De janeiro a junho, os pedidos de crédito aprovados somaram R$ 111,7 bilhões em valores constantes, alta de 44,9% ante igual período do ano passado. O montante é o maior para o primeiro semestre desde 2014 (R$ 168 bilhões), no primeiro mandato de Dilma.
O BNDES afirma que, no acumulado dos 12 meses até junho, as aprovações alcançaram o patamar equivalente a 2,1% do PIB (Produto Interno Bruto), enquanto os desembolsos chegaram a 1,4%.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.