Computadores com neurônios humanos inauguram nova era da IA
A empresa australiana Cortical Labs desenvolveu computadores biológicos que utilizam neurônios humanos cultivados em laboratório e conectados a circuitos eletrônicos.
A tecnologia, conhecida como biocomputação, permite que células nervosas processem informações e interajam com sistemas digitais, criando uma alternativa experimental aos processadores convencionais.
Diferentemente dos computadores tradicionais, esses sistemas precisam manter as células vivas por meio de equipamentos que controlam temperatura, nutrientes, oxigenação e remoção de resíduos.
O funcionamento reproduz artificialmente algumas funções desempenhadas pelo organismo humano, embora não envolva órgãos como coração, pulmões ou rins.
A Cortical Labs apresentou o CL1, equipamento comercial que integra neurônios cultivados a componentes eletrônicos.
A empresa também anunciou iniciativas de infraestrutura de computação biológica em Singapura, ampliando as possibilidades de utilização dessa tecnologia fora dos laboratórios de pesquisa.
A tecnologia promete aplicações em pesquisas neurológicas, desenvolvimento de medicamentos e novos modelos computacionais.
Entretanto, ainda não há demonstração de que esses sistemas possam substituir centros de dados convencionais ou competir comercialmente com a capacidade de processamento dos chips tradicionais.
Continua após a publicidade O avanço também levanta questões éticas sobre o uso de células humanas em sistemas computacionais, especialmente diante da possibilidade, ainda não demonstrada nesses dispositivos, de surgirem formas rudimentares de experiência consciente.
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