Governo Trump busca restringir votos de não cidadãos e amplia deportações
O Departamento de Segurança Interna, o DHS, passou a trabalhar para identificar não cidadãos que tenham se registrado para votar e encaminhar esses casos para investigação migratória . A política representa uma mudança importante porque, segundo especialistas ouvidos pelo New York Times, administrações anteriores não costumavam transformar automaticamente esse tipo de registro em prioridade de deportação, especialmente quando havia indícios de que a pessoa havia sido registrada por engano.
O maior número foi registrado na Califórnia, com uma estimativa de 190.832 pessoas . Em Nova Jersey, foram apontadas 35.152; em Nevada, 15.903; e na Pensilvânia, 14.576 . Os números foram apresentados pelo DHS como resultado de análises preliminares. Mas há uma questão fundamental: estar registrado não significa, necessariamente, ter votado.
O próprio material divulgado pelo governo não apresentou evidências de que todas essas pessoas tenham efetivamente participado de uma eleição . Também não explicou detalhadamente como chegou aos números.
Especialistas em eleições questionaram a metodologia. O PolitiFact informou que o DHS não explicou publicamente como fez os cruzamentos e que comparações feitas com bases comerciais podem produzir falsos positivos quando os dados não contêm identificadores suficientes para confirmar a identidade de uma pessoa.
A diferença é importante porque um imigrante pode aparecer em um cadastro eleitoral por diferentes razões. Em alguns casos, pode haver erro administrativo , especialmente em sistemas de registro automático associados à obtenção ou renovação de carteira de motorista. O número divulgado pelo DHS se refere a potenciais não cidadãos registrados nos rolls, e não a 250 mil pessoas comprovadamente votando . Essa diferença é essencial e foi justamente uma das principais controvérsias levantadas por especialistas e autoridades eleitorais.
Foi exatamente o que aconteceu em Nova Jersey. O estado identificou cerca de 6.600 não cidadãos que haviam sido registrados para votar por causa de um problema no sistema da comissão de veículos . Menos de 400 dessas pessoas chegaram a votar, segundo informações divulgadas pelo estado.
Isso significa que uma pessoa pode estar em um registro eleitoral sem jamais ter colocado uma cédula na urna. E é justamente nesse ponto que a nova política do governo Trump ganha peso.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jovempan.com.br — o conteúdo pertence a Jovem Pan.