Eleição: Massis perde apoio e possível candidatura 'desidrata' no São Paulo
O presidente do São Paulo, Harry Massis Júnior, enfrenta desgaste político dentro do grupo que sustenta sua gestão e, hoje, não tem apoio para construir uma candidatura forte à presidência, segundo apurou o UOL .
O UOL ouviu que, dos cinco grupos que compõem a coalizão, apenas o Vanguarda, do qual o cartola faz parte, manifesta apoio ao presidente em uma eventual disputa.
A reportagem apurou que, dos cinco grupos que compõem a coalizão, apenas o Vanguarda, do qual o cartola faz parte, manifesta apoio ao presidente em uma eventual disputa.
Esse cenário contraria a expectativa de Massis, que tem sinalizado nos bastidores o plano de concorrer. Líderes de quatro dos cinco grupos da situação avaliam que o presidente perdeu articulação no início de mandato e, neste momento, não tem força para encabeçar uma chapa competitiva.
O UOL procurou a assessoria de imprensa de Massis com questões sobre a movimentação do dirigente visando à eleição e o processo de composição da coalizão , mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. Em caso de retorno, o texto será atualizado.
Há uma unanimidade entre as fontes ouvidas pelo UOL: o desgaste está relacionado principalmente à avaliação da gestão.
Integrantes da base aliada reclamam que o presidente é muito "centralizador". Segundo os relatos, Massis dá pouco espaço para as opiniões desses aliados, inclusive quando há divergências dentro da própria coalizão.
Na avaliação dos conselheiros, o desgaste foi construído aos poucos, mas algumas decisões provocaram incômodo maior. A mais citada foi a demissão do técnico Hernán Crespo em um momento em que o time era vice-líder do Brasileirão.
Dentro de campo, o São Paulo enfrenta dificuldades no Campeonato Brasileiro, em que luta para se afastar da parte de baixo da tabela, apesar da classificação para as quartas de final da Copa Sul-Americana. Na Copa do Brasil, o time foi eliminado.
A instabilidade também aparece na comissão técnica: o clube já teve três treinadores apenas nos cinco primeiros meses da gestão de Massis. Como comparação, é o mesmo número dos últimos três anos da gestão de Julio Casares.
Além da troca de técnicos, também há críticas pela mudança no comando do departamento de futebol , que passou a ser chefiado pelo ex-jogador Rafinha, após a demissão do executivo Rui Costa.
A situação financeira amplia a pressão sobre o presidente. O São Paulo voltou a sofrer um transfer ban, acumula atrasos no pagamento de direitos de imagem do elenco e ainda enfrenta dificuldades para avançar na renovação do contrato de naming rights do Morumbis.
O conjunto de problemas alimenta, entre integrantes da própria situação, a avaliação de que Massis chegaria enfraquecido a uma eventual eleição.
Marcelinho Portugal Gouvêa aparece hoje como o principal nome da oposição. A avaliação predominante entre os grupos da situação consultados é que, nas condições atuais, Massis teria dificuldades para derrotá-lo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Esporte.