Os cálculos dos adversários com o imbróglio que ronda a candidatura de Garotinho
As campanhas adversárias estão animadas com a decisão que pode tirar o ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) da disputa ao governo do Rio .
Os aliados do ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) avaliam que, sem Garotinho no páreo, ele tem chances de liquidar a eleição ainda no primeiro turno.
E a equipe do presidente da Assembleia Legislativa, Douglas Ruas (PL), considera que é mais fácil polarizar a campanha se o ex-governador não for candidato.
Por enquanto, apesar da decisão que assombra a campanha de Garotinho, a Justiça Eleitoral ainda não informou se ele poderá ou não concorrer.
Isso só vai acontecer quando o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) analisar o pedido de registro da candidatura.
O prazo para o encaminhamento desses pedidos termina no dia 15 de agosto.
A Justiça do Rio mandou comunicar ao TRE que Garotinho está com os direitos políticos suspensos em decorrência de uma condenação por improbidade administrativa relacionada ao período em que ele foi secretário de Governo na gestão da mulher, a ex-governadora Rosinha Matheus, que comandou o estado entre 2003 e 2007.
A defesa do ex-governador alega que os efeitos da sentença – incluindo a inelegibilidade – expiraram no dia 31 de julho, ou seja, ele estaria apto a ser candidato.
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