Empresas criam “relações com robôs” para gerenciar conflitos entre humanos e IA no trabalho
O surgimento da inteligência artificial (IA) no ambiente de trabalho pode levar empresas a criar um departamento específico para gerenciar conflitos entre funcionários humanos e sistemas automatizados.
A proposta, chamada de “relações com robôs” ou “relações trabalhadores-automação”, emerge em discussões sobre o impacto da IA no mercado de trabalho como resposta a tensões que já começam a se manifestar nas relações corporativas.
A reportagem é da CNBC.
O uso de algoritmos em decisões sobre funcionários e a adoção em larga escala de sistemas de gestão automatizada já atraem atenção de legisladores, sindicatos e trabalhadores ao redor do mundo.
Darrell M.
West , pesquisador sênior do Instituto Brookings, foi um dos primeiros a nomear o conceito.
Em comentário publicado em julho, ele escreveu que, no mundo baseado em IA, as preocupações dos trabalhadores deixarão de se concentrar em colegas humanos e passarão a envolver interações com agentes de IA, cobots e grandes modelos de linguagem.
Para West, as empresas precisarão complementar os recursos humanos com um setor de “relações com robôs” (RR), já que os sistemas de suporte existentes foram criados na era industrial e não estão preparados para lidar com as queixas, desafios e ansiedades da era da IA.
Conflitos já em curso Tensões entre humanos e IA no ambiente de trabalho já existem.
Em agosto, uma IA chamada Luna, que opera numa loja experimental em São Francisco administrada pela empresa Andon Labs, fez sua primeira recomendação de demissão de um funcionário.
O episódio chamou atenção e contribuiu para que legisladores da Califórnia se movimentassem para restringir decisões automatizadas no ambiente de trabalho.
Um projeto de lei aprovado pela assembleia estadual com ampla maioria proibiria o uso de “chefes robôs” para demitir ou disciplinar trabalhadores.
A medida aguarda a assinatura do governador Gavin Newsom , que tem até o fim de setembro para sancionar ou vetar o texto.
Newsom vetou uma versão anterior do projeto em outubro do ano passado, pedindo ajustes que os autores afirmam terem incorporado na nova versão.
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