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Como a queda da patente do Ozempic acelera a corrida das canetas no Brasil

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Como a queda da patente do Ozempic acelera a corrida das canetas no Brasil

Ninguém queria perder tempo.

Com a queda da patente à vista, os motores dos laboratórios nacionais já estavam aquecidos.

Bastou expirar o prazo de proteção da semaglutida — o princípio ativo do revolucionário Ozempic — para que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já autorizasse, em maio, o primeiro medicamento à base da mesma molécula, mas obtida de forma sintética.

Assim como o original, criado pela farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, o Ozivy, da brasileira EMS, é aplicado uma vez por semana para tratar o diabetes tipo 2.

E também representa um sucesso de vendas: foram 200 000 unidades comercializadas em julho, mês em que a Anvisa aprovou outros cinco “similares” do Ozempic: Owozy, Seemasun, Zempneo, Semavy e Orsema.

Quando a largada parecia fechada, o órgão autorizou, na última segunda-feira, 17, outras duas medicações, incluindo a primeira versão realmente genérica, concebida pela própria EMS com o objetivo de, no futuro, baratear o tratamento de uma doença que afeta ao menos 10% da população.

Com o páreo cheio, a próxima etapa, que depende do aval da agência, é a liberação para a perda de peso.

Mas o fato é que a corrida das canetas começou.

Ao todo, já são doze opções de drogas que levam semaglutida — algumas já disponíveis e outras que receberam o sinal verde e ainda serão precificadas e lançadas.

Os concorrentes incluem a Semavy, do grupo Hypera Pharma, prevista para estrear em setembro, e o tal “genérico”, que copia não o Ozempic, mas o Ozivy, e inaugura outra frente no segmento.

Muito antes de chegar às farmácias, a corrida é intensamente regulatória.

Os fabricantes precisam apresentar um dossiê de estudos à Anvisa e, com a chancela concedida, brigarão em um setor cada vez mais competitivo, o que, como tudo leva a crer, poderá beneficiar o consumidor com preços mais baixos.

Esse é um desafio que vai além do bolso, uma vez que condições como diabetes tipo 2 e excesso de peso exigem tratamento contínuo.

“A lógica é a mesma de controlar hipertensão ou colesterol alto.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.

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