Estudo aponta perda de 15% da força muscular como sinal de alerta para declínio da mobilidade na velhice
Tiago da Silva Alexandre (UFSCar) resslta que equilíbrio, ausência de dor, flexibilidade e capacidade cardiorrespiratória são fundamentais, porém sem reserva mínima de força o corpo não consegue sustentar movimentos básicos ( imagem: Shutterstock )
Cientistas da UFSCar e colaboradores analisaram dados de 4,5 mil idosos acompanhados por 12 anos e concluíram que mais importante do que observar valores absolutos e estáticos de força é monitorar a evolução ao longo do tempo
Cientistas da UFSCar e colaboradores analisaram dados de 4,5 mil idosos acompanhados por 12 anos e concluíram que mais importante do que observar valores absolutos e estáticos de força é monitorar a evolução ao longo do tempo
Tiago da Silva Alexandre (UFSCar) resslta que equilíbrio, ausência de dor, flexibilidade e capacidade cardiorrespiratória são fundamentais, porém sem reserva mínima de força o corpo não consegue sustentar movimentos básicos ( imagem: Shutterstock )
Maria Fernanda Ziegler | Agência FAPESP – Estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e da University College London (Reino Unido) identificou uma forma alternativa de prever a perda de mobilidade na velhice. O grupo constatou que a redução de 15% na força muscular já é suficiente para antecipar a lentidão na caminhada, mesmo entre os idosos que ainda apresentam força acima dos valores considerados normais. Esse declínio na velocidade é um alerta clínico relevante, pois a lentidão ao caminhar costuma indicar um risco aumentado de quedas, hospitalizações e perda da independência para as atividades do dia a dia.
Apoiado pela FAPESP, o trabalho acompanhou a força do aperto de mão e a velocidade de marcha de 4.541 pessoas com 60 anos ou mais ao longo de 12 anos. Os participantes integram o ELSA (Estudo Longitudinal Inglês do Envelhecimento), um dos maiores estudos sobre envelhecimento do mundo.
Com base nessa amostra, os pesquisadores concluíram que, para proteger a mobilidade na terceira idade, mais importante do que observar valores absolutos e estáticos de força é monitorar a sua evolução e o ritmo de perda ao longo do tempo. Os resultados da pesquisa foram publicados em março na revista GeroScience .
Para avaliar a força, os cientistas costumam usar como parâmetro o aperto de mão (preensão manual). Como o envelhecimento e a perda de massa muscular afetam o nosso organismo de forma generalizada, as mãos funcionam como um "termômetro" para a saúde muscular global. Ou seja, se o aperto de mão de um idoso está ficando mais fraco, é um alerta de que os músculos de outras partes essenciais do corpo, como as pernas e o tronco, também estão perdendo o vigor.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em agencia.fapesp.br — o conteúdo pertence a Agência FAPESP.