Produção de tilápia cresce 148% em dez anos e chega a 707,5 mil toneladas
A produção brasileira de tilápia cresceu 148,2% em dez anos e chegou a aproximadamente 707,5 mil toneladas em 2025, segundo o relatório Observatório do Peixe, da Alianima.
O volume mais que dobrou em relação às cerca de 285 mil toneladas registradas em 2015 e consolidou a espécie como a principal da aquicultura brasileira, respondendo por quase 70% da produção de peixes cultivados no país.
O avanço da cadeia ocorre em meio ao aumento da demanda interna e externa e a investimentos em genética, automação, biossegurança, processamento e desenvolvimento de novos produtos.
Em 2025, a piscicultura brasileira produziu 1,01 milhão de toneladas, alta de 4,41% em relação ao ano anterior, colocando o país como líder da atividade nas Américas.
Nesse cenário de expansão, o desafio passa a ser aumentar a eficiência da produção e, ao mesmo tempo, reduzir perdas e melhorar a qualidade do produto final.
O relatório aponta que fatores como manejo, qualidade da água, densidade de criação, alimentação, transporte e procedimentos antes do abate podem influenciar indicadores produtivos e a qualidade dos filés.
Leia Mais Mercado de tilápia no Brasil prevê equilíbrio no segundo semestre Câmara avança para proibir importação e incentivar tilápia nacional Brasil deve exportar até 96 mil toneladas de carne às Filipinas em 2026 A qualidade da água aparece como um dos principais pontos de atenção.
Segundo o estudo, condições adequadas de água estão relacionadas à saúde, ao crescimento e à sobrevivência dos peixes, enquanto alterações no ambiente podem aumentar a vulnerabilidade a doenças e contribuir para perdas na produção.
A densidade dos animais também pode influenciar o crescimento, o comportamento e características do filé.
O transporte e as etapas que antecedem o abate são outros pontos destacados.
Situações de maior estresse podem afetar a recuperação dos animais e estar associadas a alterações na qualidade do produto.
Estudos analisados pelo relatório indicam que a redução de fatores de estresse nessas etapas pode favorecer a recuperação e preservar características do filé, embora os resultados ainda não permitam estabelecer uma solução única para toda a cadeia.
A relação entre essas práticas e o desempenho econômico, porém, ainda é uma área com poucas informações.
O relatório destaca que os estudos sobre os impactos econômicos são mais limitados do que as pesquisas sobre estresse, transporte, densidade e crescimento.
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