Embrapa alerta para impactos do El Niño na agricultura em 2026 e 2027
O El Niño deve provocar mudanças no regime de chuvas e elevar as temperaturas em diferentes regiões do Brasil entre o fim de 2026 e o início de 2027.
Enquanto o Sul pode enfrentar chuvas intensas, estados do Centro-Oeste, Norte e Nordeste devem sofrer com períodos de seca.
Diante desse cenário, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) divulgou nesta quinta-feira (8/10) orientações para reduzir os impactos do fenômeno nas lavouras e na pecuária.
Além disso, nesta sexta-feira (9/10), das 10h às 11h30, a Embrapa realizará um evento on-line para apresentar as projeções do El Niño 2026/2027 e divulgar notas técnicas com orientações específicas para cada região.
O encontro terá participação de representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária e será transmitido pelo YouTube.
Leia mais Novo boletim indica El Niño muito forte e eventos extremos no Brasil El Niño está de volta e trará impactos na conta de luz e nos preços dos alimentos El Niño tem mais de 90% de chance de atingir intensidade muito forte Segundo as recomendações do órgão, o Centro-Oeste, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal estão entre as áreas com maior risco de seca.
A previsão indica atraso na chegada das chuvas durante a primavera, seguido de períodos de estiagem e ondas de calor no verão.
O intervalo mais crítico deve ocorrer entre novembro deste ano e janeiro de 2027.
A falta de água pode atrasar o plantio da safra de verão e prejudicar o cultivo de soja, milho e algodão.
Em Mato Grosso do Sul, principalmente na parte sul do estado, o cenário é diferente, com possibilidade de chuvas acima da média na primavera, embora ainda exista risco de períodos secos durante a safra.
Para evitar perdas, a Embrapa recomenda que os agricultores acompanhem as previsões meteorológicas, aguardem condições adequadas de umidade antes do plantio e mantenham o solo protegido.
A irrigação também pode ajudar, desde que haja disponibilidade segura de água.
Impactos nas demais regiões No Nordeste, a preocupação é com o agravamento da seca no Semiárido .
A combinação de temperaturas elevadas e chuvas irregulares pode comprometer a safra do início de 2027 e reduzir a disponibilidade de água para os animais.
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