Uma pequena vitória e um adiamento, mas essenciais para vencer adiante
“Radicalizar, ampliando.
E ampliar, radicalizando.” Diógenes Arruda Câmara Ferreira En la lucha de clases todas las armas son buenas – piedras, noches, poemas.
Paulo Leminski Uma vitória pequena não é uma derrota.
Digo mais: até as derrotas ensinam.
Na vida, nada é garantido.
Assim, é preciso fazer uma análise fria do resultado da negociação coletiva e dos acordos coletivos nessa campanha salarial dos bancários de 2026.
Mais que fria, exige-se uma análise sincera, que respeite os méritos e combata as ilusões que vigem na categoria bancária, reconhecendo o nível da exploração, do seu adoecimento e dos responsáveis pela situação de que padece.
Além disso, cumpre falar sobre a greve na Caixa Econômica Federal em defesa do Saúde Caixa, e a necessidade de finalizar uma greve para poder continuar a luta.
Bancos públicos, velhas amarras: o rentismo ainda dita as regras Derrotadas na Campanha Nacional dos Bancários foram as gestões da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil.
Longe, muito longe do conto da carochinha que eles recitam ao Presidente Lula, o cenário de desgaste, desvalorização e revolta nos principais bancos públicos do país explicita que para os bancários da CEF e do BB, pouco ou nada mudou.
A falta de diálogo, a demagogia, a apropriação de pautas de luta importantes e caras ao funcionalismo (como o atendimento aos brasileiros sem recursos, a luta antirracista, o combate à discriminação, a defesa da diversidade e das mulheres) tem sido feita com requintes de crueldade para atender os interesses do próprio mercado financeiro que sabota o país.
É verdade esse bilhete de que o MOVE Brasil foi recebido com medidas aquém das possibilidades de atender um público mais amplo de motoristas de aplicativos.
Não dá mais para disfarçar.
O mesmo se dá quando se avalia o papel dos Bancos públicos e do Banco Central em manter as taxas de juros mais altas do mundo e de jogar gelo na atividade econômica.
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