Violência nos protestos estudantis na França é inaceitável, diz Macron
O presidente francês, Emmanuel Macron, condenou a violência durante protestos de estudantes do ensino médio ao discursar no Salão do Automóvel de Paris, nesta segunda-feira (12).
Macron afirmou que não toleraria que estudantes — ou quaisquer outras pessoas que se unissem a eles — “aproveitassem a situação para incendiar locais, destruir propriedades ou praticar atos de violência”.
O presidente reconheceu as preocupações dos estudantes em relação aos recursos educacionais e pediu discussões serenas para abordar suas reivindicações.
Estudantes convocam mais protestos na França e criticam resposta do governo Estudantes franceses mantêm protestos apesar de promessa de ação do governo Vídeo: Prefeito é atingido por gás lacrimogêneo em protesto na França Ele destacou os esforços anteriores do governo para reduzir a escassez de professores, afirmando que sua gestão havia “reduzido significativamente o número de vagas de professores não preenchidas a longo prazo” durante seu primeiro mandato.
O presidente enfatizou que as questões educacionais “merecem tempo, consulta, discussão e respeito”.
Ele defendeu que os problemas sejam tratados “com calma, ordem e respeito tanto pelas pessoas quanto pelo patrimônio”.
As declarações de Macron ocorreram em um momento em que estudantes de toda a França continuam protestando contra a desigualdade e a falta de financiamento na educação, com algumas manifestações tornando-se violentas nos últimos dias.
Estudantes bloqueiam escolas e marcham em terceira semana de protestos na França | BASTIDORES CNN Entenda os protestos estudantis que se espalharam por toda a França A França enfrenta dificuldades para conter os maiores protestos estudantis das últimas décadas.
O que começou como uma manifestação de apoio a professores em greve em uma escola de ensino médio nos subúrbios ao norte de Paris transformou-se rapidamente em uma crise nacional.
Centenas de escolas foram forçadas a fechar e mais de 5 mil pessoas foram detidas pela polícia — a maioria, menores de idade sem antecedentes criminais.
Estudantes, professores e policiais ficaram feridos.
Um estudante na cidade de Lens, no nordeste do país, perdeu a mão após, segundo relatos, pegar uma granada, e outro, em Tours, perdeu a visão de um olho.
O próximo grande teste para o governo ocorrerá na terça-feira, quando se espera que milhares de pessoas participem de marchas de protesto em todo o país.
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