sábado, 15 de agosto de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
🇧🇷 BR ▾
ÚLTIMAS
Política

A barreira colossal de quase 2 quilômetros construída no oceano para reduzir a força de tsunamis devastadores

O Antagonista ·
A barreira colossal de quase 2 quilômetros construída no oceano para reduzir a força de tsunamis devastadores

Estrutura instalada a até 63 metros de profundidade tornou-se um dos maiores testes reais da engenharia costeira durante o tsunami de 2011

Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Na entrada de uma baía japonesa, o quebra-mar de Kamaishi formava uma gigantesca defesa marítima instalada em águas que chegavam a 63 metros de profundidade. A estrutura foi projetada para diminuir a energia dos tsunamis antes que alcançassem o porto, mas o desastre de 2011 revelou tanto a capacidade quanto os limites dessa engenharia extrema.

O sistema ficava na entrada da Baía de Kamaishi, na província de Iwate, e era formado por dois braços principais, com cerca de 990 e 670 metros, separados por uma abertura de aproximadamente 300 metros. Considerando o conjunto que atravessava a entrada da baía, a proteção chegava a quase dois quilômetros.

Sua característica mais extraordinária estava abaixo da superfície. Partes da obra foram instaladas onde o fundo alcançava 63 metros de profundidade, razão pela qual o Ministério japonês a descrevia, antes de 2011, como o quebra-mar mais profundo do mundo. Grandes caixões estruturais de concreto foram apoiados sobre fundações preparadas no leito marinho.

Um quebra-mar desse tipo não funciona como uma parede capaz de simplesmente “parar” qualquer tsunami. Sua função é alterar a propagação da água, reduzir parte da altura e da velocidade do fluxo que entra na baía e ganhar tempo antes que a inundação alcance as áreas urbanizadas.

O vídeo abaixo registra diretamente o quebra-mar de Kamaishi depois do tsunami de 2011 e permite observar os danos sofridos pela estrutura instalada em águas profundas. Ele ajuda a compreender por que uma obra gigantesca ainda pode ser superada quando um evento ultrapassa as condições previstas em projeto.

Não. O tsunami provocado pelo terremoto de Tohoku em 11 de março de 2011 ultrapassou a capacidade da estrutura, provocou transbordamento e deslocou numerosos caixões. Pesquisadores do Port and Airport Research Institute estudaram posteriormente os mecanismos que levaram ao colapso parcial da barreira.

Isso, porém, não significa que a obra tenha produzido efeito zero. Estudos de engenharia indicaram que o quebra-mar reduziu parcialmente a entrada do tsunami e atrasou sua propagação dentro da baía, embora não tenha sido suficiente para evitar a inundação devastadora de Kamaishi.

Um tsunami envolve volumes enormes de água em movimento. Quando existe diferença significativa entre os níveis nos lados externo e interno de uma barreira, surgem forças horizontais capazes de pressionar a estrutura. Se a água passa por cima, o escoamento também pode alterar as pressões e provocar erosão perto das fundações.

Investigações posteriores mostraram que deslizamento, tombamento e erosão ao redor das estruturas participaram dos danos. O problema, portanto, não pode ser resumido apenas como “pressão hidrostática”: o comportamento de um tsunami transbordando uma barreira envolve uma dinâmica de fluidos muito mais complexa.

A construção exigiu soluções incomuns justamente pela profundidade da baía.

Ler a notícia completa no O Antagonista ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.

Mais de O Antagonista

Ver tudo ›

Mais em Política

Ver tudo ›