Sistema soja-milho aumenta produtividade e rentabilidade, aponta estudo
O cultivo sequencial de soja e milho aumenta a produtividade, reduz o custo relativo com fertilizantes e melhora a rentabilidade da produção.
Isso é o que aponta um estudo conduzido pela Agroicone, Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e Fundação Mato Grosso.
A pesquisa acompanhou 15 safras consecutivas, entre 2008/09 e 2022/23, em uma área experimental localizada em Itiquira (MT).
Os pesquisadores compararam cinco sistemas de produção: soja em monocultura com plantio direto, soja em monocultura com plantio convencional e soja em sucessão com milho, braquiária ou milheto.
Ao longo do período, a produtividade média da soja cultivada após o milho chegou a 65,89 sacas por hectare.
O resultado ficou acima dos 52,15 sacas por hectare registrados na monocultura em plantio direto e das 54,36 sacas no plantio convencional.
Leia Mais O boom do etanol não virou festa para as usinas Brasil projeta safra recorde de milho em 2026/27 PIB do setor de soja e biodiesel deve avançar 6,87% em 2026, aponta estudo A sucessão com braquiária apresentou desempenho semelhante, com média de 66,47 sacas por hectare.
Segundo os pesquisadores, além de elevar a produtividade média, os sistemas de sucessão apresentaram menor oscilação entre as safras.
A diferença foi mais evidente em períodos de estresse hídrico.
Nas safras 2014/15 e 2020/21, marcadas por déficit de chuvas, a produtividade da monocultura caiu para menos de 20 sacas por hectare em parte dos blocos experimentais, enquanto os sistemas de sucessão mantiveram resultados próximos de 50 sacas.
O maior rendimento de toda a série também foi registrado no sistema soja-milho com 91,74 sacas por hectare na safra 2018/19.
“Além da média mais alta, os sistemas de sucessão também oscilaram menos ano a ano ao longo das quinze safras, uma estabilidade que ajuda a proteger o produtor da variação climática entre uma safra e outra”, afirma Sofia Arantes, pesquisadora da Agroicone.
Fertilizantes O estudo também identificou uma redução no custo de fertilizantes por unidade de soja produzida nos sistemas de sucessão.
Embora a mesma dose de fertilizante tenha sido aplicada em todos os sistemas durante o experimento, o custo médio ficou em US$ 9,28 por saca no sistema soja-milho e em US$ 9,25 na sucessão soja-braquiária.
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