Dólar sobe a R$ 5,16 e Bolsa se valoriza após dados de emprego
O dólar fechou esta quinta-feira (27) cotado a R$ 5,162, em sessão influenciada pela divulgação de indicadores de emprego no Brasil e nos Estados Unidos. Nas Bolsas, mercados internacionais reagem a novo lucro recorde da gigante americana de tecnologia Nvidia, enquanto, no pregão brasileiro, investidores buscam oportunidades após o índice das ações mais negociadas Ibovespa emendar seis pregões seguidos de alta.
Dólar registrou sessão com leve alta. Oscilando ao redor da estabilidade desde a abertura, a moeda americana fechou cotada no comercial para venda a R$ 5,162, variação de mais 0,21% ante fechamento de ontem, quando a divisa teve leve variação , seguindo dentro da faixa na qual tem oscilado neste mês, de R$ 5,14 a R$ 5,22.
Banco Central atuou no mercado de câmbio. O Banco Central vendeu nesta manhã US$ 1 bilhão em moeda à vista e colocou 20 mil contratos futuros no valor de US$ 1 bilhão de swap cambial reverso, tipo de transação equivalente à compra de dólares no mercado futuro. Conhecidas como "casadão" pelos investidores, essas operações servem para dar liquidez de curto prazo.
O mercado quer entender se existe uma demanda persistente por dólares. Se a pressão for pontual, a atuação do BC tende a funcionar como um amortecedor e pode ajudar a manter o dólar próximo dos níveis atuais. Mas se houver uma deterioração do cenário externo ou aumento da percepção de risco, a intervenção terá efeito mais limitado. Jaqueline Neo, especialista em Câmbio e Crédito da Be.smart
Ibovespa oscila sem viés firme. O índice das ações mais negociadas na Bolsa do Brasil B3 subia 0,43% faltando 20 minutos para o fim da sessão, marcando 175.329 pontos.
Indicador emendou sete sessões de alta. Ontem, Ibovespa teve variação mínima , subindo 0,01%, mas o suficiente para manter o ciclo positivo. Desde a última baixa, em 18 de agosto, o indicador subiu 5%.
Virada estancou 11 dias consecutivos de perdas. Menor aversão a risco global tem ajudado a sustentar o fluxo de investidores estrangeiros, que respondem por cerca de 60% do giro de negócios na B3 . Nas últimas quatro sessões, o saldo tem sido positivo, entre aportes e retiradas desse grupo.
No exterior, preços do petróleo voltam a subir após abertura perto da estabilidade . Os contratos do barril do tipo Brent, referência internacional para a commodity, subiram 1,82%, para US$ 88,52. Mercado aguarda confirmação de retomada do fluxo de petroleiros pelo Estreito de Hormuz, rota marítima na costa iraniana por onde passavam 20% do fornecimento diário mundial da commodity antes da guerra entre os países, iniciada há seis meses.
Índices acionários internacionais sobem nos EUA e oscilam sem viés firme na Europa. Investidores reagem hoje ao balanço da Nvidia , fabricante de chips líder na indústria de inteligência artificial, cujo lucro cresceu 126% no segundo trimestre.
No Brasil, mercado reage à taxa de desemprego no país divulgada hoje pelo IBGE . A taxa voltou a cair, fechando o trimestre até julho em 5,3% . O percentual representa o menor patamar de toda a série histórica da pesquisa, divulgada desde 2012, para o período.
Investidores receberam ainda dados de seguro-desemprego dos Estados Unidos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.