Frente de infraestrutura reelege 70% dos deputados, mas perde articuladores
A bancada parlamentar ligada ao setor de infraestrutura e transportes reelegeu 146 dos 208 deputados que tentaram voltar à Câmara — 70% do grupo que disputou.
Os 62 que ficaram pelo caminho, porém, incluem parlamentares que concentravam a relatoria e a autoria dos projetos prioritários da bancada.
No Senado, o saldo é negativo em 17 cadeiras.
Para mapear os parlamentares ligados à pauta da infraestrutura de transportes, levamos em conta as filiações à Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura (Frenlogi).
O grupo declara como objetivo o “progresso da logística nacional” e se propõe a “estabelecer mediação entre o Parlamento e o Executivo, no desenvolvimento de obras de infraestrutura e o aprimoramento da legislação federal no setor”, segundo texto disponibilizado no site da organização.
Na prática, funciona como instrumento de mediação entre as demandas de empresários e investidores do setor e o mundo político em temas como concessões de rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e hidrovias, além de correlatos como armazenagem, telecomunicações, dutos e energia.
Conheça o JOTA PRO Poder, plataforma de monitoramento que oferece transparência e previsibilidade para empresas Câmara Na Câmara, o grupo, que hoje tem 244 deputados, deve iniciar a legislatura com 148 membros garantidos — os 146 que se reelegeram, um senador da frente que agora será deputado e um suplente que assume a cadeira de titular.
Voltam à Câmara, por exemplo, Diego Andrade (PSD-MG), coordenador da frente parlamentar; Pedro Uczai (PT-SC), presidente da Câmara Temática Ferroviária; Rubens Otoni (PT-GO), presidente da Câmara Temática de Mobilidade Urbana; e Daniela Reinehr (PL-SC), presidente da Câmara Temática de Portos e Hidrovias.
Entre os 62 que não conseguiram voltar à Câmara estão membros que atuavam como especialistas em determinadas pautas e centralizavam a discussão de projetos relevantes da bancada.
Um deles é o deputado Júlio Lopes (PP-RJ), articulador do grupo.
Ele preside a Câmara Temática Aeroportuária da Frenlogi e é autor e relator de projetos prioritários para a frente.
É autor, por exemplo, do projeto que propõe simplificar o licenciamento ambiental de gasodutos (PL 2815/2021).
Também relata o PL 5442/2020, que trata do marco da utilização do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac) para desapropriações.
Outro nome de peso que não voltará à Câmara em 2027 é Hugo Leal (PSD-RJ), autor do PL 2084/2021, que destina 75% dos recursos arrecadados pelo governo federal com a outorga de rodovia a investimentos na própria malha viária concedida, e do PL 9873/2018, que reforça o papel de fiscalização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) sobre as concessões de rodovias federais.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.jota.info — o conteúdo pertence a JOTA.