O maior gol de Gylmar dos Santos Neves, que faria hoje 96 anos
Nagib Izar, sogro "na marra" de Gylmar dos Santos Neves (que faria neste sábado 96 anos), jamais aceitou o namoro, noivado e muito menos o casamento de sua única filha, Raquel, com o então goleiro-galã do Corinthians .
Mas o amor falou mais alto, casaram-se, nasceram três filhos e por 17 anos (!!!) o radical "Seo" Nagib nunca mais falou com a filha a partir de 1954, com o genro (seria a primeira vez) e nem conheceu os três netos.
Mas, dia 25 de outubro de 1971, de repente, Nagib ligou para sua filha Raquel para que todos passassem o dia com ele e com sua esposa Najla, no bairro do Paraíso, em São Paulo.
Foram, almoçaram, brincaram, se abraçaram como se nada tivesse acontecido naqueles 17 anos e foram embora no final de tarde.
Lá pelas 11 da noite Raquel recebe telefonema da mãe Najla. "Seo" Nagib Izar tinha acabado de morrer de infarto ! Foi premonição, remorso ou coincidência"
Enterro realizado, no Araçá, em 26 de outubro de 1971, família consternada, dona Najla Curi Izar desesperada, com o saudoso cunhado de Gylmar, Ricardo Izar, ex-deputado federal, e o irmão Roberto, impressionados com a premonição do pai.
A família então passou a cuidar do inventário do que deixou o empresário Nagib Izar, dono de fábrica de cartonagem (papel, papelão e embalagens), no bairro do Tatuapé.
Marcou-se uma reunião de todos na sede da empresa com a presença de advogados, contadores e de um tabelião. Mas a reunião emperrou porque um enorme cofre, da época da Segunda Guerra Mundial, ninguém conseguia abrir.
E lá dentro estava toda a vida econômico-financeira do patriarca. Chamaram os mais competentes e famosos "cofreiros" de São Paulo e nada! Três deles fracassaram depois de horas e deixaram a sala.
Enquanto todos discutiam até mesmo a possibilidade de uma pequena explosão do cofre, Gylmar, mais afastado do grupo por ser discreto e "apenas" cunhado, ficou de costas para o cofre e aleatoriamente girava o seu relógio de controle.
Girou umas sete ou oito vezes, sempre depois apertando a maçaneta e de repente o cofre se abriu!!!!
Sem querer, lotericamente e de costas, Gylmar acertou a combinação. Foi algo sobrenatural.
Espanto e emoção na sala de reunião, procedeu-se então a verificação do conteúdo guardado como documentos, inventário, escrituras e investimentos de "Seo" Nagib Izar.
Ao que a fiel secretária do então turrão sogro de Gylmar se antecipou e apanhou as muitas pastas que ocupavam quase a metade do cofre. Estendeu-as na enorme mesa de reunião e ninguém conseguiu conter as lágrimas.
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