Cabeleireira trans converte resistência em trabalho e luta por oportunidades no AC: 'Continuo existindo'
Cabeleireira trans converte resistência em trabalho e luta por oportunidades no Acre Nós existimos e fazemos parte dessa sociedade que até hoje nos recrimina, nos oprime, não nos dá oportunidade.
Aos 47 anos, a cabeleireira trans Antonella Machado de Albuquerque carrega uma trajetória marcada por desafios, mas também pela construção de caminhos para si e para outras pessoas.
Empreendedora e militante há mais de 20 anos pelos direitos da população LGBTQIAPN+, ela encontrou na área da beleza uma forma de conquistar autonomia profissional e, na atuação social, uma maneira de transformar a própria experiência em luta coletiva. 🏳🌈 Neste domingo (13), Rio Branco celebra a 20ª edição da Parada do Orgulho LGBTQIAPN+.
O evento faz parte da programação da Semana da Diversidade que integra o calendário cultural do estado e traz atividades voltadas à educação, empreendedorismo, juventude, esporte e cultura voltadas à população LGBT+. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Depois de mais de duas décadas na militância, Antonella diz que olhar para a própria trajetória também significa lembrar das pessoas que ficaram pelo caminho.
“Com essa parada agora dos 20 anos, isso representa muito para a gente.
A militância é 20 anos de luta, 20 anos de resistência, são 20 anos de lágrimas.
Quantos amigos e amigas a gente perdeu no decorrer desses 20 anos?”, questionou com emoção.
Natural de uma família de três irmãos, Antonella conta que precisou enfrentar o preconceito desde o processo de afirmação de sua identidade.
Para ela, as dificuldades enfrentadas pela população trans ainda seguem presentes desde então, principalmente no acesso ao trabalho e à saúde.
“A vida da pessoa trans nunca é fácil mesmo.
A sociedade nunca nos aceita e não nos dá a oportunidade, principalmente na parte de empregabilidade, no atendimento à saúde.
Às vezes a gente procura o atendimento à saúde e não respeitam a nossa identidade de gênero, nosso nome social.
Na parte de empregabilidade é pior, porque não dão a oportunidade de emprego para a gente, por mais qualificada que a pessoa seja”, desabafou.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Acre.