Discord chama de 'prematura' suspens�o de lives e diz que problemas come�aram em outras plataformas
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O Discord classificou como "prematura" a decisão da ANPD (Agência Nacional de Proteção de Dados) de suspender lives na plataforma . A empresa afirma que recebeu o processo na sexta-feira (7) e ainda estava dentro do prazo para apresentar sua manifestação à autoridade.
Em posicionamento enviado à Folha , o Discord disse estar "desapontado" com a medida e afirmou que mantinha diálogo ativo com o governo.
A plataforma também contestou a caracterização feita pela ANPD sobre sua atuação: "Não reflete a plataforma que construímos nem os investimentos que temos feito na segurança dos usuários".
A fiscalização da ANPD busca apurar possíveis falhas do Discord no cumprimento de obrigações previstas no ECA Digital relacionadas à proteção de crianças e adolescentes, incluindo medidas de prevenção, detecção, interrupção e comunicação de situações de risco.
Na manifestação, o Discord afirma que, no caso que motivou a apuração, investigou e derrubou um servidor privado no qual indivíduos teriam incentivado a automutilação. Segundo a empresa, o servidor era acessível apenas por convite e foi removido pouco depois de sua criação, antes da morte da adolescente envolvida no caso.
A empresa também afirma ter encontrado evidências de que a atividade criminosa havia sido coordenada em outras plataformas antes da criação do servidor no Discord e continuou nesses ambientes depois que os envolvidos foram banidos da plataforma.
O Discord diz contar com equipes especializadas na identificação de usuários considerados de alto risco, na remoção de conteúdos que violem suas políticas e no monitoramento de grupos que representem ameaças. Segundo a empresa, denúncias feitas pela própria plataforma e respostas a solicitações de autoridades contribuíram para a prisão de pessoas envolvidas em atividades extremistas violentas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.