Vereadores são investigados por desvio de emendas após morte de professora
Policiais civis de Pernambuco cumpriram, na manhã desta quinta-feira (3/9), a terceira fase da Operação Alvitre, que investiga uma organização criminosa estruturada para o desvio e a lavagem de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares no município de Ipojuca (PE).
De acordo com o delegado Ney Luiz, nesta terceira fase, as investigações apontam para uma atuação coordenada de vereadores, assessores e outros servidores públicos, além de advogados, contador, empresários e particulares .
No centro do esquema estaria a Associação Cultural, Social e Recreativa (Mudart), que tinha como presidente a professora universitária Simone Marques da Silva (foto em destaque) , assassinada a tiros em outubro de 2025.
Ao todo, foram expedidos 13 mandados de busca e apreensão, além de ordens de afastamento cautelar de servidores públicos, sequestro de bens móveis e imóveis e bloqueio de ativos financeiros que pode chegar a R$ 1,227 milhão, segundo a Polícia Civil.
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1 de 6 Linha do tempo da investigação Reprodução / PCPE 2 de 6 Projetos e irregularidades Reprodução / PCPE 3 de 6 Movimentação financeira Reprodução / PCPE 4 de 6 Sede de Mudart Reprodução / PCPE 5 de 6 Investigação Alvitre Reprodução / PCPE 6 de 6 Policiais em diligências Reprodução / PCPE Leia também Na Mira Farsa do giroflex: PMDF apreende viatura fake com estudante de medicina Na Mira Parado com viatura fake, estudante diz não querer “envergonhar” pai médico Na Mira Delegado e policiais são afastados por desvio de cargas de R$ 1,4 milhão Na Mira Delegado investigado por desviar carga teria recebido propina de R$ 200 mil Morte da professora Segundo a investigação, Simone tinha informações relevantes sobre o funcionamento do esquema e havia apresentado evidências relacionadas a pagamentos e à entrega de valores.
Ela havia sido intimada a prestar depoimento na Delegacia de Porto de Galinhas, no inquérito que apura o desvio de recursos de emendas parlamentares da Câmara de Ipojuca.
Em 28 de outubro de 2025, Simone compareceu à delegacia, mas não chegou a ser ouvida porque outro procedimento estava sendo realizado na unidade.
O depoimento foi reagendado.
Poucas horas depois de deixar a delegacia, ela foi executada a tiros no quintal de casa.
Desvios e repasses As investigações apontaram que, entre 2017 e 2024, a Mudart recebeu aproximadamente R$ 1,2 milhão em recursos públicos.
Os investigadores identificaram indícios de direcionamento de emendas, liberação irregular de recursos, pagamento de vantagens indevidas e uso de documentação fiscal sem correspondência com os serviços efetivamente executados.
Ainda segundo a Polícia Civil, a própria Mudart teria repassado R$ 480 mil à empresa M.
A. da Silva Festas.
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