Raposa-do-campo é resgatada após ser atropelada em rodovia de Sorocaba; vídeo
Raposa-do-campo é resgatada após ser atropelada em rodovia de Sorocaba Uma raposa-do-campo (Lycalopex vetulus) foi resgatada após ser atropelada na Rodovia Senador José Ermírio de Moraes (SP-75), em Sorocaba (SP).
Até esta segunda-feira (17), o animal ainda estava passando por tratamentos no Núcleo da Floresta, em São Roque (SP), para recuperar o movimento das pernas.
O canídeo, um macho adulto, foi apelidado de "Manguinho".
Segundo o biólogo Rafael Mana, que atua no Cras, ele teve fraturas na vértebra e nas costelas.
Uma equipe veterinária acompanha o animal e realiza tratamentos para restabelecer sua capacidade de locomoção. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp "Ele está reagindo bem.
Agora está mais tranquilo, sendo acompanhado integralmente pela equipe veterinária.
Lesões medulares são sempre complexas e a situação ainda é bastante delicada, mas estamos otimistas", explica.
Raposa-do-campo é resgatada em Sorocaba (SP) Núcleo da Floresta LEIA TAMBÉM: Sem centro de reabilitação próximo, moradores de Sorocaba arcam com resgates de animais silvestres Falta de atendimento, medo e desinformação ameaçam animais silvestres na região de Sorocaba VÍDEO: considerada ameaçada de extinção, raposa-do-campo é resgatada em Itu Sobre a espécie De acordo com Rafael, a raposa-do-campo costuma ser frequentemente confundida com o cachorro-do-mato devido às semelhanças entre as espécies.
O animal prefere campos abertos e vive em áreas de cerrado, apresentando alta capacidade de sobrevivência nesse tipo de habitat, segundo o profissional.
“É um animal que sofre com queimadas, com o desmatamento e com conflitos em áreas de criação de animais domésticos.
No entanto, um dos maiores problemas para a espécie é o contato com animais domésticos dentro de áreas preservadas”, diz.
De acordo com o biólogo, esse contato faz com que as raposas contraiam doenças como cinomose, parvovirose e sarna.
Ele explica que as enfermidades provocam um declínio populacional significativo, já que a espécie não possui anticorpos para combatê-las.
“Além disso, a raposa-do-campo também pode hibridizar naturalmente com o cachorro-do-mato.
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