Saga pelo Nobel da Paz de María Corina começou com viagem clandestina e terminou em mimo a Trump
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Uma viagem clandestina, a incerteza de sua presença na cerimônia e a polêmica doação da medalha ao presidente dos Estados Unidos , Donald Trump , marcaram a saga pelo Nobel da Paz da venezuelana María Corina Machado , ganhadora de 2025.
A escolha da opositora foi anunciada em 10 de outubro do ano passado, em Oslo . Ela foi laureada pelo comitê, que apontou sua "incansável" defesa da democracia diante do regime de Nicolás Maduro .
María Corina estava escondida havia mais de um ano para evitar sua prisão após a reeleição de Maduro para um terceiro mandato, que ela denunciou como fraudulenta, bem como grande parte da comunidade internacional.
A conquista do Nobel se somava a outros dois importantes prêmios internacionais recebidos por ela —o Sakharov e o Václav Havel. "Este imenso reconhecimento da luta de todos os venezuelanos é um impulso para completar a nossa tarefa: conquistar a liberdade", disse no X a engenheira, casada e mãe de três filhos. "A Venezuela será livre!"
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O Nobel da Paz foi recebido pela filha dela, Ana Corina Sosa . A política estava proibida de deixar a Venezuela desde 2014 pelo chavismo. Ela saiu da clandestinidade em dezembro, quando viajou para receber o prêmio na Noruega .
Em Oslo, fez sua primeira aparição em público após meses escondida. A líder da oposição venezuelana cumprimentou apoiadores horas depois de ter perdido a cerimônia que lhe concedeu o Nobel e cantou o hino da Venezuela com a multidão.
Trump mudou os rumos da Venezuela em 3 de janeiro, com a captura e a deposição forçada de Maduro . Dias depois, em um ato que surpreendeu a comunidade internacional, María Corina entregou sua medalha do Nobel da Paz a Trump , que ambicionava ganhar a distinção e considerou o gesto da venezuelana "maravilhoso".
A entrega ocorreu durante um almoço privado na Casa Branca , onde a opositora se ofereceu para ajudar a encerrar o regime chavista. "Apresentei ao presidente dos Estados Unidos a medalha do Prêmio Nobel da Paz", declarou em frente ao Capitólio em Washington, após sua reunião com o americano. "Contamos com o presidente Trump para a liberdade da Venezuela", acrescentou.
O gesto foi apenas simbólico. O Instituto Nobel Norueguês se apressou em explicar que o prêmio não pode ser transferido , compartilhado ou revogado e que a decisão do comitê é final e permanente. A organização também observou que não comenta ações ou declarações dos laureados após a escolha.
Os EUA deixaram de reconhecer Maduro em 2019, quando ele tomou posse após uma eleição realizada em 2018 que, segundo o governo americano, foi fraudada. Também classificaram como fraudulenta sua reeleição em 2024.
A queda do herdeiro de Hugo Chávez foi amplamente comemorada pelos opositores, mas a Casa Branca rapidamente frustrou qualquer expectativa de um fim do regime chavista.
Sem resistência dos chavistas após a prisão de Maduro, Trump decidiu apostar na liderança atual em Caracas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.