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Pesquisa inédita capta derretimento da influência dos EUA no mundo

UOL Notícias ·
Pesquisa inédita capta derretimento da influência dos EUA no mundo

A influência dos Estados Unidos no mundo é percebida hoje como "negativa" por 80% dos entrevistados de Brasil, Alemanha, Índia, Indonésia e África do Sul, de acordo com uma pesquisa à qual a coluna teve acesso com exclusividade no Brasil.

No caso dos brasileiros, 88% consideram essa influência norte-americana negativa e só 4% como positiva. Os péssimos índices de percepção sobre o papel dos Estados Unidos vêm a público justamente quando a influência da Casa Branca e do Departamento de Estado americano se torna mais perceptível em uma disputa presidencial na qual Donald Trump resolveu apoiar abertamente o candidato da oposição, Flávio Bolsonaro (PL).

O documento foi lançado há duas semanas, na Alemanha, e contém dados coletados por pesquisadores nessas cinco "potências médias". No Brasil, o estudo foi conduzido pelo Brics Policy Center - Centro de Estudos e Pesquisas Brics, da PUC Rio, sob coordenação dos professores Carlos Frederico Coelho e Paulo Esteves.

À diferença de outros estudos, que normalmente fazem pesquisas de opinião coletando respostas de pessoas comuns, este traz a percepção dos chamados "formuladores de política externa" - também conhecidos no Brasil como membros da "comunidade brasileira de política externa" -, que são os acadêmicos, empresários, jornalistas, militares das Forças Armadas e diplomatas realmente envolvidos com o assunto.

Os dados foram coletados até fevereiro deste ano. Eles captam, portanto, decisões norte-americanas negativas para o Brasil como o aumento das tarifas e a evocação da Lei Magnitsky, mas não pegam o encontro entre Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva na Casa Branca (maio), nem a classificação das facções criminosas brasileiras como grupos terroristas internacionais (junho).

Em um certo sentido, os dados mostram estabilidade: no Brasil, só 3% consideravam a influência global dos Estados Unidos positiva já em 2023. Esse percentual passou agora para 4%. Por outro lado, o índice dos que consideram essa influência completamente negativa saltou de 20% para 58% no mesmo período no país. Na Alemanha, esse salto foi ainda mais surpreendente: de 4% para 44% no mesmo período.

Ter o dólar americano como moeda de referência nas transações internacionais é algo visto como negativo hoje por 80% dos entrevistados na Indonésia e por 76% no Brasil. Na África do Sul, esse percentual é de 73%, enquanto na Índia é de 60% e na Alemanha, 44%.

Vale notar um detalhe: a Alemanha tem hoje o percentual mais baixo entre os cinco países quando se trata de rechaçar o dólar. Mas o índice detectado hoje (44%) é muito mais alto do que o registrado em 2024 (14%) e em 2023 (16%).

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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