Deuses gregos estão de volta: moradora da Grande Curitiba resgata religião da Grécia Antiga
Com o lançamento de A Odisseia (2026) de Christopher Nolan, a Grécia Antiga entrou em voga novamente, revivendo os grandes heróis, vilões e deuses dos mitos gregos.
Para a maior parte do público, estas histórias são lendas de uma terra longínqua e um tempo quase alienígena, com valores e maneiras de compreender o mundo muito diferentes das nossas.
Porém, para algumas pessoas, estas narrativas são a base de uma tradição espiritual que segue viva e bem, mesmo divorciada das ágoras e acrópoles da Grécia Antiga.
É o caso de Alexandra Oliveira, psicóloga, moradora de Campo Largo e fundadora da primeira e maior organização de reconstrucionismo helênico do Brasil, a Helenos .
A instituição tem como propósito resgatar e adequar a religião da Grécia Antiga à atualidade, cultuando, entre muitas outras deidades e espíritos, divindades reconhecíveis como Zeus, o rei dos deuses; Atena, a deusa da sabedoria e da guerra; Hermes, o deus dos viajantes e mensageiros; e Afrodite, a deusa do amor.
Alexandra começou a acreditar no panteão grego em 1998, depois de transitar por várias outras religiões e práticas.
“Eu comecei a procurar saber como funcionava o sistema de crenças da Grécia Antiga, e percebi que os deuses gregos eram os que mais respondiam às minhas questões, que mais apareciam nos meus sonhos e experiências — os que eram mais rápidos em atender o que eu buscava”, diz Oliveira.
Alexandra com sua lira – Foto: Matheus Freitas Na época, havia muita pouca discussão sobre o helenismo na internet brasileira, então Alexandra teve de buscar textos e discussões em na língua inglesa e traduzi-las para o português.
“O grupo americano Hellenion surgiu em 1999 e eu os acompanhava.
O grupo se tornou uma instituição religiosa registrada nos EUA em 2001 e eu comecei a traduzir os textos para trazer pro Brasil, então criei o nosso site em 2003.
No início era somente RHB – Reconstrucionismo Helênico no Brasil, porque só existia a gente, mas há uns 10 anos mudamos o nome para Helenos para ficar mais simples e para não confundir com outros reconstrucionistas helênicos que não se filiaram conosco e que criaram grupos paralelos”, diz Oliveira.
Hoje, o Helenos tem 4 mil seguidores em sua página do Instagram, além de acumular um material escrito expressivo em seu site para todo neófito helênico e um podcast com dezenas de episódios chamado “Helenocast”.
Alexandra também faz parte da Hellenion, citada acima, trabalhando no comitê que desenvolve o calendário, resgatando as datas e liturgias dos festivais da Grécia Antiga.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.