Pesquisadores transformam grãos quebrados de feijão em ingrediente proteico de alto valor
O Brasil é o 2º maior produtor mundial de feijão, sendo que a variedade carioca representa cerca de 54% de uma produção anual de 3 milhões de toneladas. O beneficiamento do grão gera entre 1% e 5% de grãos partidos (chamados “bandinhas”), que acabam perdendo valor comercial.( imagem: Shutterstock )
Desenvolvida no Instituto de Tecnologia de Alimentos com apoio da FAPESP, a inovação pode ser uma alternativa às proteínas de soja ou de ervilha, em grande parte importadas
Desenvolvida no Instituto de Tecnologia de Alimentos com apoio da FAPESP, a inovação pode ser uma alternativa às proteínas de soja ou de ervilha, em grande parte importadas
O Brasil é o 2º maior produtor mundial de feijão, sendo que a variedade carioca representa cerca de 54% de uma produção anual de 3 milhões de toneladas. O beneficiamento do grão gera entre 1% e 5% de grãos partidos (chamados “bandinhas”), que acabam perdendo valor comercial.( imagem: Shutterstock )
Elton Alisson | Agência FAPESP – O feijão carioca, tipo mais consumido no Brasil, está prestes a chegar à mesa dos consumidores de uma forma inédita: como ingrediente de alimentos industrializados. Isso será possível graças a uma proteína concentrada desenvolvida a partir da “bandinha” – os grãos quebrados e desvalorizados que sobram durante o processo de beneficiamento da leguminosa.
A inovação é fruto do trabalho de pesquisadores da Plataforma Biotecnológica Integrada de Ingredientes Saudáveis (PBIS), sediada no Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), em Campinas. Segundo a equipe, além de agregar valor a um subproduto agrícola, o novo ingrediente ajudará a reduzir a dependência da indústria alimentícia nacional de proteínas vegetais de soja ou ervilha, que hoje são, em grande parte, importadas.
“Nosso objetivo foi obter uma proteína de uma fonte vegetal brasileira. Como o Brasil é um grande produtor de feijão carioca, pensamos em transformá-lo em um ingrediente proteico para ser usado pela indústria alimentícia”, contou Mitie Sonia Sadahira , pesquisadora do Ital e coordenadora do projeto, durante um encontro realizado em Campinas no dia 13 de agosto, com o objetivo de apresentar os resultados da PBIS.
Criada em 2021 com o apoio da FAPESP, por meio do programa Centros de Ciência para o Desenvolvimento ( CCDs ), a plataforma reúne o Ital, as universidades de São Paulo (USP) e Estadual de Campinas (Unicamp), além de nove empresas do setor de alimentos e a Fundação Shunji Nishimura de Tecnologia, com o objetivo de desenvolver ingredientes saudáveis, sustentáveis e inovadores a partir de matérias-primas nacionais, como o feijão.
O Brasil é o segundo maior produtor mundial da leguminosa, sendo que a variedade carioca representa cerca de 54% de uma produção anual de 3 milhões de toneladas. No entanto, o beneficiamento do grão gera, inevitavelmente, entre 1% e 5% de grãos partidos (as “bandinhas”), que acabam perdendo valor comercial.
“Tivemos a ideia de agregar valor a esse coproduto”, disse Isabela Emiliorelli , pesquisadora do Ital e participante do projeto.
Para obter a proteína, os pesquisadores adotaram o fracionamento a seco.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em agencia.fapesp.br — o conteúdo pertence a Agência FAPESP.