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Quando o patrocínio vale mais que a vida das famílias destruídas pelas bets

Campo Grande News ·
Quando o patrocínio vale mais que a vida das famílias destruídas pelas bets

A reação de alguns dos maiores clubes do futebol brasileiro contra a possível proibição dos cassinos online expõe uma inversão preocupante de prioridades.

Flamengo, Palmeiras, Vasco, Fluminense, Cruzeiro, Santos, São Paulo e federações como a Paulista e a Carioca levantaram a voz para defender contratos, patrocínios e receitas.

Faltou a mesma indignação diante das famílias destruídas pelo vício.

Os clubes alegam que o fim ou a forte restrição das plataformas provocaria prejuízos milionários ao futebol.

Estimam que aproximadamente R$ 1 bilhão em patrocínios esteja em jogo.

É muito dinheiro.

Mas nenhuma cifra pode ser colocada acima da saúde mental, da segurança financeira e da vida dos brasileiros.

O futebol existia antes das bets.

Flamengo, Santos, São Paulo, Vasco, Palmeiras, Fluminense, Cruzeiro e tantos outros construíram suas histórias, conquistaram títulos e formaram multidões de torcedores quando as casas de apostas não ocupavam camisas, estádios, transmissões e redes sociais.

Dizer que o esporte corre o risco de acabar sem esse dinheiro é admitir uma dependência perigosa que os próprios dirigentes ajudaram a criar.

As plataformas não vendem apenas entretenimento.

Vendem a ilusão de dinheiro fácil.

Estão disponíveis durante 24 horas, dentro do celular, com depósitos instantâneos, estímulos permanentes e jogos desenhados para manter o usuário conectado.

Quando a pessoa perde, recebe incentivos para continuar.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.campograndenews.com.br — o conteúdo pertence a Campo Grande News.

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