Zelensky rejeita realizar eleições presidenciais na Ucrânia: ‘tsunami para o Estado‘
O líder do regime ucraniano, Vladimir Zelensky, rejeitou novamente a ideia de realizar eleições presidenciais no país, chamando-as de “um tsunami para o Estado”, informou a mídia local.
“Considero que, em um período de guerra como este, as eleições em geral representam grandes riscos. Realizar eleições neste momento é um tsunami para o Estado que dividirá a Ucrânia”, disse durante uma coletiva de imprensa.
Zelensky disse que sua estratégia é levar a Ucrânia até o fim do conflito. Ao mesmo tempo, ele reclamou que nenhum dos parceiros ocidentais apresentou propostas concretas que garantam a segurança durante as eleições.
A questão do sufrágio ganhou relevância depois que o mandato legal de Zelensky expirou em 20 de maio de 2024, a legitimidade de seu governo foi questionada desde então. As eleições presidenciais na Ucrânia deveriam ser realizadas em março de 2024, conforme exigido pela Constituição, mas o líder do regime de Kiev as suspendeu, com base na lei marcial e na mobilização geral decretada no país pelo conflito militar.
Durante o tempo decorrido desde que o mandato expirou, a questão das eleições não passou de palavras, sem que nenhum passo tenha sido dado para prepará-las ou realizá-las.
Diante dessa situação, a Rússia enfatizou repetidamente a necessidade de realizar eleições. O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que a situação na cúpula ucraniana assume tons de “usurpação de poder”. Por outro lado, Moscou apontou repetidamente as dificuldades que poderiam surgir durante a conclusão de um acordo final com Kiev devido à ilegitimidade de Zelenski.
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