Edificação imponente de São Paulo, MASP já foi refúgio da elite com vista para o Vale do Anhangabaú
O MASP (Museu de Arte de São Paulo) é uma das edificações mais emblemáticas do país.
O prédio, sustentado por duas vigas e com um vão livre, hoje em dia ocupa um terreno que já teve uma configuração completamente diferente no passado.
Em 1916, foi erguido no local o Belvedere Trianon , um espaço em que funcionavam um restaurante de luxo, uma confeitaria, espaços para festas e uma escola de dança de salão para moças e rapazes.
Leia Mais Theatro Municipal de São Paulo comemora 115 anos com programação gratuita Suspeita de bomba é investigada em prédio da Justiça na Avenida Paulista Um dos teatros mais antigos do Brasil reabre após reforma de R$ 21 milhões Sua principal característica era ter vista para o vale do riacho Saracura, canalizado nos anos 1920 para a construção da Avenida Nove de Julho, e também para o centro da capital paulista , mais especificamente para o vale do rio Anhangabaú.
O Belvedere Trianon era um local de encontro entre a elite política, econômica e intelectual de São Paulo, e complementava a vista da avenida mais moderna do Brasil com a natureza preservada do Parque Trianon, logo do outro lado da via, segundo informações da Apartes, a revista da Câmara Municipal de São Paulo.
Depois de um tempo sendo frequentado pelo público rico da cidade, o espaço deixou de ser um estabelecimento e se tornou um ponto turístico .
A crise do café no final da década de 1920 afastou os ricos do belvedere.
O restaurante requintado e os salões foram fechados, dando lugar a um bar que vendia sorvetes e refrigerantes.
Além disso, uma academia de dança passou a ocupar os salões inferiores, com aulas administradas por Madame Poças Leitão (1884-1974).
Por lá, eram ensinadas danças como fox trote e chá-chá-chá.
O Belvedere Trianon seguiu sendo um ponto turístico com o passar dos anos.
Em 1928, o túnel Nove de Julho começou a ser construído, mas, em razão da Revolução de 1930, as obras foram interrompidas.
A construção foi retomada em 1935, e a inauguração finalmente aconteceu em 1938.
O mirante ficou pouco utilizado por muitos anos, até que, em 1951, foi demolido para dar lugar a um pavilhão que sediou a primeira edição da Bienal Internacional de São Paulo.
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