Verba federal para vendaval ainda depende de plano emergencial de Campo Grande
O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, responsável pelas ações emergenciais para desastres naturais, aguarda a solicitação de recursos da Prefeitura de Campo Grande após o reconhecimento federal oficial de situação de emergência de Campo Grande diante da tempestade que atingiu a capital na quinta-feira da semana passada.
A Prefeitura informou que finaliza o levantamento dos danos e deve encaminhar as informações ao governo federal ainda nesta sexta-feira (18).
O diretor do Departamento de Assistência Humanitária da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), vinculada ao ministério, Wesley Felinto, explicou ao Campo Grande News que a primeira etapa do socorro emergencial deve atender o plano de assistência humanitária, que abrange pessoas desalojadas e desabrigadas, principalmente.
Os recursos imediatos poderão ser usados para a aquisição de itens como cestas de alimentos, água, colchões e kits de higiene e limpeza.
Até a noite desta quinta-feira (17) não havia solicitação formal da Prefeitura de Campo Grande no sistema federal, segundo Felinto.
Embora não exista prazo legal para o pedido de assistência humanitária, o diretor da Sedec adiantou que a demora pode aumentar a exigência de documentos para comprovar a necessidade dos recursos.
“O sistema federal olha para a linha do tempo.
Quanto mais rápido a prefeitura pedir, mais tranquilo é para o governo federal analisar a necessidade e liberar o recurso”, afirmou.
Quanto mais tempo passa, maior pode ser a exigência de documentação para comprovar a necessidade apresentada pelo município.
Prejuízos milionários O governo federal deve liberar entre R$ 5 milhões e R$ 6 milhões na primeira etapa do plano de socorro emergencial para minimizar os estragos do vendaval em Campo Grande, disse o deputado federal e candidato ao Senado Vander Loubet (PT), que articulou reunião na terça-feira, 15, no Palácio do Planalto, com o ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), José Guimarães.
Os prejuízos totais são calculados em R$ 30 milhões ou R$ 40 milhões.
No mesmo dia, a comitiva de Campo Grande, incluindo a prefeita Adriane Lopes, também se reuniu com representantes da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil.
No dia seguinte, o governo federal reconheceu oficialmente a situação de emergencial da capital de Mato Grosso do Sul.
O diretor da pasta do Ministério da Integração, porém, preferiu não estimar o valor necessário para atender a população de Campo Grande.
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