Urbs nega duplicidade de custos em licitação do transporte de Curitiba suspensa pelo TCE; entenda o impasse
Licitação do transporte coletivo de Curitiba segue suspensa após pedido de vista A Urbanização de Curitiba (Urbs) apresentou na quarta-feira (21) a defesa no Tribunal de Contas do Paraná (TCE-PR) após a suspensão da licitação do transporte coletivo da capital.
O presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto, negou que haja duplicidade de custos entre os contratos de licitação de Curitiba e da Região Metropolitana.
Entenda mais abaixo.
"Nunca a gestão trabalhou para que o usuário tivesse essa separação de tarifas.
A gestão sempre trabalhou para a integração metropolitana, assim como diz o Estatuto da Metrópole e o Novo Marco Legal do Transporte Público.
Então, nós trabalhamos para que o usuário tenha a ida e vinda com uma só passagem em Curitiba e Região Metropolitana", disse Ogeny.
A licitação municipal foi suspensa na segunda-feira (19), através de um despacho de medida cautelar do conselheiro Fábio de Souza Camargo, que decidiu pela suspensão de todos os cinco lotes (BRT1, BRT2, Norte, Oeste e Sul).
O tribunal apontou possíveis sobreposições de serviços e duplicidade de custos entre os editais da Urbs, responsável pelo transporte de Curitiba, e da Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (Amep), que cuida do transporte metropolitano.
Segundo Camargo, isso demonstra que o processo de licitação do transporte de Curitiba possui questões que podem repercutir sobre a concessão metropolitana.
O processo licitatório da Amep também está suspenso.
Após o conselheiro Fábio Camargo decidir pela suspensão de forma monocrática, o caso foi levado para análise junto ao plenário do TCE-PR.
Na ocasião, o conselheiro Augustinho Zuc pediu vista do processo, ou seja, mais tempo para analisar o assunto.
Com isso, a discussão deve ser retomada na próxima quarta-feira (28).
Até lá, a suspensão continua valendo.
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