Belém será sede de Gaeco do MPF com atuação em seis estados da Amazônia Legal
Belém será a sede do Gaeco da 7ª Região do Ministério Público Federal (MPF), criado para reforçar o combate ao crime organizado no Norte do país. O núcleo terá atuação em seis estados da Amazônia Legal: Pará, Amapá, Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima.
A nova estrutura começa a funcionar em 1º de outubro e faz parte da reorganização dos Grupos de Apoio ao Enfrentamento ao Crime Organizado (Gaecos), que passam a atuar em oito núcleos regionais em todo o país. A mudança foi oficializada por portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU).
O Gaeco sediado em Belém contará com 16 ofícios, sendo três no Pará e dois em cada um dos demais cinco estados da região. Também haverá três ofícios destinados a procuradores regionais da República.
A regionalização busca ampliar a capacidade do MPF para investigar organizações criminosas que atuam em diferentes estados, uma realidade especialmente relevante na Amazônia, onde crimes como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, crimes ambientais e outras atividades ilícitas podem envolver redes interestaduais.
Os Gaecos regionais deverão apoiar procuradores da República e procuradores regionais da República em investigações e ações penais consideradas complexas.
Ao todo, os oito núcleos regionais terão 118 ofícios especiais. O sistema também contará com um Gaeco Nacional, com 15 ofícios, responsável pela coordenação e integração das ações.
Segundo o coordenador do Gaeco Nacional, subprocurador-geral da República José Adonis Callou de Araújo Sá, a mudança pretende tornar mais integrada e estratégica a atuação do MPF contra organizações criminosas.
Com a nova divisão, Belém passa a ocupar uma posição estratégica na estrutura nacional de combate ao crime organizado, concentrando a atuação do MPF em seis estados da Amazônia Legal.
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