Chanceler alemão classifica derrota da CDU em eleições como “golpe duro”
O chanceler alemão, Friedrich Merz, classificou como um “golpe duro” e um “evento dramático” o resultado obtido pelo seu partido União Democrata-Cristã (CDU) nas eleições regionais do último domingo (20).
Pela primeira vez na história, a CDU ficou fora de um parlamento estadual alemão, com apenas 4,9% dos votos em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, abaixo da cláusula de barreira de 5%.
A CDU, partido do chanceler Friedrich Merz, não conseguiu eleger representantes para o parlamento de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental.
Em Berlim, a CDU perdeu a liderança para o partido anticapitalista Die Linke, enquanto a extrema-direita AfD avançou em outras regiões.
Merz reconhece a derrota como um “desastre”, mas defende que o resultado reflete uma mudança profunda no sistema partidário da Alemanha, prometendo permanecer no cargo.
Este resultado é considerado o pior da história do partido em um pleito do tipo.
“Esta eleição marca uma profunda virada” para a CDU, afirmou Merz ao comentar os resultados.
Segundo o chanceler, a exclusão do parlamento regional terá consequências duradouras para o partido e será um resultado com o qual a sigla terá de lidar por muito tempo.
Além do revés na Pomerânia, a CDU também enfrentou perdas significativas em Berlim, onde perdeu a liderança para o partido anticapitalista Die Linke, também conhecido como “A Esquerda”.
Dados preliminares apontaram cerca de 18,8% para os democrata-cristãos, enquanto o partido de esquerda alcançou aproximadamente 25,7%.
A legenda de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) ficou em terceiro, com cerca de 16,3%.
É Merz o culpado pela derrota do partido? Em seu pronunciamento, Merz afirmou que os resultados não devem ser interpretados apenas como uma avaliação de sua atuação pessoal.
“A votação vai além de mim pessoalmente; estamos vivenciando uma mudança profunda no sistema partidário da Alemanha”, declarou.
Em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, a AfD terminou na primeira colocação, com cerca de 38,2%, à frente do SPD, que obteve aproximadamente 35,5%.
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