Moraes manda PF prender condenado a 14 anos pelos atos de 8 de Janeiro
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal prenda Jackson Uriel de Souza Vieira, de 30 anos, condenado a 14 anos de prisão por participação nos atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília.
A ordem foi expedida em 8 de setembro, após o trânsito em julgado da ação penal, quando se encerram as possibilidades de recurso no processo.
Com isso, Jackson deverá iniciar o cumprimento da pena em regime fechado.
Morador de Ji-Paraná, em Rondônia, ele estava em liberdade e era monitorado por tornozeleira eletrônica.
Segundo a defesa, até a publicação da informação neste domingo (21), o mandado ainda não havia sido cumprido.
Jackson já havia sido preso anteriormente, em 9 de janeiro de 2023, um dia depois dos ataques às sedes dos Três Poderes.
Na ocasião, ele foi detido no Quartel-General do Exército, em Brasília.
Perícia encontrou imagens com cassetete Inicialmente, Jackson havia sido denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por incitação ao crime e associação criminosa.
O andamento do caso mudou após uma perícia realizada pela Polícia Federal no aparelho celular do investigado.
A análise encontrou imagens que mostravam Jackson na área externa do Congresso Nacional durante os acontecimentos de 8 de janeiro.
Em um dos registros, ele aparece portando um cassetete da polícia.
A investigação também identificou Jackson como administrador de dois grupos de WhatsApp, denominados “Lutando pelo Brasil” e “Amigos de Rondônia”.
Segundo a Polícia Federal, nesses grupos foram encontradas mensagens relacionadas à organização de caravanas com destino a Brasília.
As conversas mencionavam vagas em ônibus gratuitos que partiriam de municípios de Rondônia, entre eles Ariquemes, Jaru, Ouro Preto do Oeste, Cacoal e Vilhena.
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