Deslizamentos e enchentes no Himalaia matam ao menos 160; há quase 500 desaparecidos
As inundações catastróficas que surpreenderam o mundo nesta quarta-feira (26), na região do Himalaia entre o Nepal e o Tibete, mataram ao menos 160 pessoas, segundo autoridades locais.
Quase 500 pessoas estão desaparecidas.
Casas e estradas foram destruídas, pontes foram arrastadas pela correnteza e vilarejos inteiros ficaram submersos em lama.
A causa da enchente ainda não foi esclarecida, e a dimensão do desastre ainda é incerta.
Uma hipótese sugere que um terremoto teria atingido a região e provocado uma avalanche de gelo e rochas, causando as inundações.
Outra afirma que, como consequência da crise do clima, um enorme bloco de gelo se desprendeu de uma geleira, resultando em avalanche e inundação.
A polícia nepalesa divulgou um boletim contabilizando 157 mortes.
No lado chinês da fronteira, ao menos três pessoas morreram após um deslizamento de terra atingiu o porto de Gyirong, causando pânico e destruição.
Outras 265 estão desaparecidas após um deslizamento de terra, informou a emissora estatal CCTV, citando uma contagem preliminar das autoridades.
O número exato de vítimas ainda está sendo verificado, segundo a CCTV.
O gabinete primeiro-ministro do Nepal, Balendra Shah, ao menos 484 pessoas estão desaparecidas, dos quais 341 estrangeiros.
O grupo inclui 105 indianos, 12 britânicos e três americanos, além de cidadãos da Austrália, Holanda, Malásia e África do Sul.
Não havia confirmação de vítimas brasileiras até a última atualização deste texto, segundo o Itamaraty.
A região fica em uma rota bastante utilizada para chegar a Kailash Manasarovar, no Tibete, local visitado anualmente por centenas de peregrinos hindus e de outros países, especialmente nesta época do ano.
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