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Economia

Uma nova dança das cadeiras na Cemig (CMIG4): CEO deixa o cargo três meses depois de assumir

Seu Dinheiro ·

A Cemig (CMIG4) mal teve tempo de se acostumar com um novo presidente no comando e já está prestes a passar por mais uma troca no alto escalão.

Apenas três meses depois de Alexandre Ramos Peixoto assumir o comando da companhia mineira, o governo de Minas Gerais indicou o executivo para deixar a cadeira de CEO e migrar para a presidência do conselho de administração.

Para o lugar de Peixoto, o estado, controlador da companhia, indicou Márcio Augusto Vasconcelos Nunes , ex-CEO da Copasa (CSMG3).

Também foram indicados Sérgio Pessoa de Paula Castro para uma cadeira no conselho e Peixoto para a presidência do colegiado.

A troca no comando adiciona uma nova camada de incerteza a uma companhia que já está no radar dos investidores por causa das eleições de 2026 em Minas Gerais e do futuro da privatização da estatal de energia.

A possibilidade de um novo nome para a presidência da Cemig já vinha sendo discutida no mercado.

Além de Nunes, Fernando Fagundes , que atuou na Light, aparecia entre os potenciais candidatos à vaga.

As ações da Cemig amanheceram em alta nesta segunda-feira (31).

Logo na abertura, os papéis subiam 1,43%, cotados a R$ 10,66.

No acumulado de 2026, no entanto, CMIG4 ainda marca desvalorização de cerca de 4% na B3.

Cemig (CMIG4): entre a sucessão no governo e a sucessão na companhia A mudança ocorre em um momento sensível para a Cemig.

Com a saída prevista do governador Romeu Zema para disputar a Presidência da República, o futuro da companhia pode depender não apenas de seus resultados operacionais, mas também dos rumos da política mineira.

É justamente esse cenário que aparece como um dos principais pontos de atenção do Safra .

O banco revisou para baixo o preço-alvo das ações preferenciais da Cemig, de R$ 12,50 para R$ 11,90 ao fim de 2026 , e manteve recomendação neutra para a companhia.

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