Arnaldo compara São Paulo ao Corinthians: 'Só não tem Memphis botando fogo'
Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A crise política e administrativa do São Paulo se parece cada vez mais com a do Corinthians, com o clube vivendo "o caos" fora de campo e a torcida tentando blindar o time para evitar o rebaixamento, avaliou Arnaldo Ribeiro no UOL News Esporte , do Canal UOL.
Após a visita de torcidas organizadas ao CT da Barra Funda, o comentarista disse que a conversa não teve foco em cobrar jogadores e comissão técnica, mas em mirar conselheiros e dirigentes, em um "pacto" com o elenco para sustentar o time na Série A.
São Paulo e Corinthians são muito parecidos. E acho que agora mais uma semelhança. As torcidas organizadas do São Paulo se unem em favor do time e contra a direção, com uma espécie de pacto contra rebaixamento. O São Paulo está com um vice-presidente no comando e só não tem o Memphis no São Paulo para tocar fogo no parque. Isso não tem ainda, não tem o líder revolucionário, mas a situação é muito parecida. Só que o Corinthians não corre risco de rebaixamento e o São Paulo corre. Arnaldo Ribeiro
Arnaldo afirmou que a ida das organizadas ao CT foi interpretada, inicialmente, como uma possível ação de intimidação aos jogadores. Mas, segundo ele, o encontro teve o objetivo de conversar com elenco e comissão técnico para entender o momento da equipe.
O comentarista relatou que, com a palavra aberta, jogadores apontaram problemas internos e mencionaram "atrasos de salários" e "inconstâncias" no clube. Para ele, o resultado foi uma aproximação entre torcida e elenco, com o alvo da cobrança mirando a direção.
Foi aberta a palavra aos jogadores e eles reclamaram do caos que o clube vive, dos atrasos de salários, das inconstâncias todas. Foram ouvidos pelos torcedores e eles saíram dali unidos, jogadores e torcedores. Arnaldo Ribeiro
Arnaldo também disse que as organizadas prometeram manter o apoio visto nos últimos jogos no Morumbis e citou uma novidade: a "união das baterias" das três principais uniformizadas.
As torcidas prometem continuar como vinham fazendo nesses dois últimos jogos no Morumbis, com uma novidade, a tal da união das baterias. Isso não acontece normalmente em São Paulo, poucas vezes aconteceu na história, que é as torcidas organizadas num só canto, numa só bateria para aumentar a pressão no adversário. Arnaldo Ribeiro
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