IPCA volta a subir e tem inflação de 0,82% em setembro, acima das projeções
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O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) teve inflação de 0,82% em setembro, após registrar queda em agosto (-0,32%) , disse o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (9).
A alta veio acima da mediana das projeções do mercado financeiro, que era de 0,76%, conforme a agência Bloomberg. A taxa de 0,82% é a maior para meses de setembro em cinco anos, desde 2021 (1,16%).
A volta ao terreno positivo era aguardada devido ao fim do bônus de Itaipu no mês passado. Esse desconto temporário na conta de luz tinha puxado a queda ( deflação ) do IPCA em agosto.
No acumulado de 12 meses, o índice oficial de preços acelerou a 4,58%, após marcar 4,22% na leitura anterior. Assim, ficou acima do teto de 4,5% da meta de inflação perseguida pelo BC (Banco Central) .
A inflação é um dos temas que aparecem na corrida presidencial em curso no Brasil.
Como mostrou a Folha , o governo Lula ( PT ) chegou ao primeiro turno das eleições com a menor alta acumulada pelo IPCA em um mandato presidencial desde o início do Plano Real –a moeda entrou em circulação em julho de 1994.
Apesar disso, o petista ficou atrás do senador Flávio Bolsonaro ( PL -RJ) na votação de domingo (4) e tem o desafio de tentar reverter a vantagem do adversário . O segundo turno está agendado para 25 de outubro.
Na visão de analistas, um dos fatores que atrapalham Lula é o mal-estar de parte da população associado ao nível dos preços .
Ou seja, itens de primeira necessidade, como os alimentos, subiram menos no terceiro governo do petista , mas essa variação incidiu sobre um patamar de custos que já pesava no orçamento familiar desde a pandemia. Flávio busca atrelar o quadro à política econômica de Lula.
Na mediana, as projeções do mercado financeiro sinalizam IPCA de 5,01% para o acumulado dos 12 meses até dezembro de 2026, aponta o boletim Focus , do BC, divulgado na segunda (5).
A meta é considerada descumprida quando o acumulado permanece por seis meses seguidos de divulgação fora do intervalo de tolerância, que vai de 1,5% (piso) a 4,5% (teto). O centro é de 3%.
O El Niño é um dos fatores que preocupam economistas a partir do segundo semestre de 2026. O evento climático desafia o agronegócio ao alterar a distribuição das chuvas.
Em caso de perdas no campo, os preços dos alimentos podem ficar mais caros para o consumidor na cidade. O fenômeno também ameaça pressionar os custos em setores como o de energia .
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.