Promessas eleitorais de Lula ampliam desequilíbrio fiscal em até R$ 40 bilhões, segundo IFI
O reajuste do Bolsa Família, a perda de arrecadação com o fim das bets e o pacote para microempreendedores individuais (MEIs) podem ampliar em R$ 40 bilhões o desequilíbrio das contas públicas , sem previsão no Orçamento.
A estimativa é da Instituição Fiscal Independente ( IFI ), que alerta para a necessidade de um ajuste fiscal no próximo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
No Relatório de Acompanhamento Fiscal divulgado nesta quinta-feira (29), a instituição vinculada ao Senado afirma que as propostas apresentadas durante a disputa eleitoral adicionam pressão a um cenário que já exige medidas para conter o avanço da dívida pública.
A conta de R$ 40 bilhões não inclui outras iniciativas mencionadas na campanha, como o Pé-de-Meia para estudantes do ensino superior e a gratuidade do transporte coletivo nos fins de semana.
O impacto dependerá da implementação e do desenho das medidas.
Segundo a IFI, as duas candidaturas apresentaram, no segundo turno, propostas que aumentariam gastos ou reduziriam receitas.
Entre elas estavam estímulos aos MEIs, ampliação de benefícios sociais e programas de renegociação de dívidas.
“Se estivéssemos em um cenário de abundância de recursos e folga orçamentária, não haveria problema”, afirma o relatório.
Ajuste gradual diante de uma conta crescente Com a reeleição de Lula , a IFI não espera mudanças bruscas na condução da política econômica.
Na área fiscal, a avaliação é que deve prevalecer a estratégia de ajuste gradual, com pequenas correções.
O desafio, porém, é produzir uma economia suficiente para estabilizar a dívida.
Isso exige um superávit primário — quando a arrecadação supera as despesas antes do pagamento dos juros.
Na abertura do relatório, a instituição avalia que os novos compromissos, somados às divergências em relação às estimativas do governo no projeto de Orçamento, poderiam levar a um déficit primário efetivo potencial de 1% do PIB em 2027.
Esse percentual representa uma avaliação de risco.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.moneytimes.com.br — o conteúdo pertence a Money Times.