Lula dá pontapé inicial na campanha usando as cores do Brasil e falando em soberania nacional
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deu o pontapé inicial na sua campanha à reeleição em um evento com apoiadores no estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, na manhã deste domingo, 16.
No ato para milhares de pessoas, ele falou os pontos mais importantes de sobre seu projeto: soberania nacional, segurança, proteção das mulheres, exploração de terras raras, valorização da educação e a importância de eleger candidatos ligados aos trabalhadores, não aos patrões.
Com a bandeira do Brasil sendo expostas em diversos momentos, o evento teve a execução do hino nacional, feita pela cantora Fafá de Belém, e fogos de artifício coloridos em verde e amarelo.
“Quem manda no crime organizado está morando em coberturas, não nas favelas.
“Temos que acabar com isso.
Se for aprovada a PEC da Segurança Pública, vamos libertar o povo prendendo todo mundo que acha que é dono de uma favela ou um bairro pobre.
Eu quero mudar o país, mas primeiro tenho que mudar a Constituição”, disse Lula ao citar um dos temas de campanha mais importantes deste ano.
Apoiadores no evento de lançamento da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em São Bernardo do Campo Francio de Holanda/VEJA Lula também relembrou as mortes que o país registrou durante a pandemia da Covid-19, responsabilizando o governo Bolsonaro.
“Enquanto eu for vivo, não vou deixar a direita, que ria das crianças com Covid ou de um velhinho que estava com falta de ar, voltar [à Presidência]”, afirmou o presidente.
Continua após a publicidade Lula, que anteriormente já havia dito que pretende ser “porreta” em um eventual quarto mandato, também falou sobre sua vontade de intensificar o investimento em educação.
“Num quarto mandato, quero acabar com alguns dilemas deste país.
Um deles é a formação.
Quero que meninos e meninas entrem na universidade”, disse ao comentar que os primeiros quatro governos do PT criaram mais de 600 institutos federais de educação.
“Investir em educação é muito mais barato do que custear presos na cadeia”.
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