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Suspeito de usar licença de plantio de maconha para o tráfico já foi preso por crimes parecidos, diz polícia

G1 ·
Suspeito de usar licença de plantio de maconha para o tráfico já foi preso por crimes parecidos, diz polícia

No papel, a maconha era pra fim medicinal.

Mas a polícia acredita que não passava de fachada para o tráfico de drogas Antes de obter na Justiça o direito de cultivar cannabis em casa para fins medicinais, um dos investigados suspeito de usar o habeas corpus para o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro já havia sido preso duas vezes por crimes relacionados, segundo a Polícia Civil.

João Gabriel Mazucato Costa, conhecido nas redes sociais como “Ben Grower”, foi um dos alvos da operação feita no dia 18 de agosto na região de São José do Rio Preto (SP), que verificou a regularidade de pelo menos 27 plantações de cannabis. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp Operação da Polícia Civil de São José do Rio Preto (SP) mira grupo suspeito de usar habeas corpus de uso medicinal de maconha para tráfico Polícia Civil/Divulgação Desde o ano passado, ele tinha um habeas corpus preventivo que permitia o cultivo da planta em casa para produzir óleo de canabidiol destinado ao próprio tratamento de ansiedade generalizada, fobia social e insônia.

Segundo a investigação, João já havia sido preso duas vezes por posse de drogas e por cultivar maconha em casa.

Em um dos casos, ele chegou a cumprir prisão domiciliar.

A advogada de defesa dele, Vergínia Freitas, disse que a condenação anterior estava relacionada ao cultivo para o próprio tratamento e sustentou que ele "não é traficante".

As decisões judiciais posteriores permitiram que ele mantivesse o cultivo dentro de condições específicas relacionadas ao uso medicinal para tratar os problemas de saúde. 📜 O habeas corpus concedido a ele funciona como uma proteção para que o cultivo autorizado não resulte em prisão, desde que sejam respeitadas as condições estabelecidas na decisão.

A autorização é individual e não representa permissão para comercializar a cannabis ou produtos derivados.

Os alvos da operação fazem o cultivo de cannabis dentro de casa, autorizado pela Justiça, mas, segundo a polícia, a investigação apontou que parte deles pode ter ultrapassado os limites estabelecidos nas decisões judiciais e utilizado a produção para fins comerciais.

Da autorização às estufas Operação da Polícia Civil de São José do Rio Preto (SP) mira grupo suspeito de usar habeas corpus de uso medicinal de maconha para tráfico Polícia Civil/Divulgação Durante a operação, policiais fizeram buscas na propriedade onde João morava e encontraram duas estufas com plantas de cannabis.

No quarto dele, dentro de uma adega, também foi localizado um saco com flores secas de maconha.

As flores secas concentram canabinóides, como o THC e o CBD, e podem ser usadas como matéria-prima para a produção de óleos e outros derivados.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.

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