Pix muda para ?seguir? dinheiro em contas laranjas usadas em golpes
Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× (Toda semana, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes conversam sobre tecnologia no podcast Deu Tilt . O programa vai ao ar às terças-feiras no YouTube do UOL , no Spotify , no Deezer e no Apple Podcasts . Nesta semana: Supercomputadores de IA ; o caso Discord ; Pix contra golpes ; Unico x Serasa )
O Pix vai ampliar o prazo para contestar transferências fraudulentas e intensificará um mecanismo para rastrear por quais contas o dinheiro passou quando um golpe é identificado. No novo episódio de Deu Tilt , o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz explicam como as mudanças tentam sufocar estelionatos cada vez mais sofisticados.
A principal alteração visível para o usuário começa em 1º de setembro: o tempo para reivindicar um Pix feito de uma forma inautêntica vai aumentar de 30 para 80 dias. A ideia é dar fôlego para quem demora a perceber que caiu num golpe -e também para os bancos rastrearem e tentarem recuperar os valores.
A partir de 1º de setembro, aquele tempo que as pessoas tinham para reivindicar um Pix feito de uma forma inautêntica vai aumentar de 30 dias para 80 dias. Isso é muito bom, porque nem todo mundo se liga de imediato que caiu num golpe. Vai dar mais tempo para as pessoas notarem que caíram num golpe, levantar a mão e falar: 'Opa, banco, devolve meu dinheiro'. E esse prazo também vale para o banco, porque o banco tem que rastrear esse dinheiro e pegar ele de volta. Helton Simões Gomes
A extensão do prazo ajuda, porque nem todo mundo acompanha o saldo diariamente, e o aviso às vezes vem de terceiros.
Já a mudança "invisível" mira o caminho do dinheiro depois do golpe. Desde 10 de agosto, os bancos passaram a rastrear valores transferidos pelo Pix e após sinalização de fraude.
Basicamente, eles colocam uma tag numa transação, e aí o dinheiro que vai pulando de conta em conta vai com essa tag. Suponha que eu só notei o golpe três dias depois, mas esse dinheiro passou por seis contas. O banco identifica que o dinheiro saiu da minha conta e coloca a tag lá no começo e percebe que ela já está na sexta conta. Helton Simões Gomes
Helton afirma que esse rastreamento ficou mais amplo depois que os bancos passaram a aderir ao MED 2.0, segunda versão do Mecanismo Especial de Devolução. Na etapa anterior, o sistema mapeia somente até a primeira conta que recebeu o dinheiro.
Segundo Helton, o conjunto de ações visa a restringir fraudes sofisticadas que tem atingido lojistas e pequenos empresários como o "golpe do MED". A fraude começa quando um suposto cliente diz ter feito um Pix errado e pede a devolução; depois, aciona o mecanismo de devolução no banco para recuperar o valor original e ainda ficar com o dinheiro que o comerciante enviou.
Um suposto cliente entra em contato com o empresário e fala: 'Eu mandei para você um Pix errado, é de R$ 2 mil. Você pode devolver esse Pix?'. O empresário olha na conta, tem R$ 2 mil, e faz o Pix de volta. Mas o golpista aciona o MED: a instituição financeira devolve os R$ 2 mil, e o que o empresário fez foi pegar R$ 2 mil da conta dele.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Tilt.