De “torta nauseabunda” a ícone mundial: o triunfo da pizza
O pobre Gennaro Majello não aguentava mais.
O napolitano só queria comer e ganhar seu próprio sustento.
Mas tinha de manter fechada sua pequena loja durante muitos meses.
Não podia abri-la por medo de que os franceses fossem nela jantar e não pagar, como sempre faziam.
Foi a súplica que ele escreveu ao rei da França em 1.799.
Na falta de clientes, só acumulava dívidas e temia passar do fogão à cela.
Foi assim que buscou ajuda pelos mal tratos dos soldados franceses.
Mais de dois séculos depois, o episódio ainda desperta compaixão, mas esconde outro interesse muito maior: é a primeira vez que escreveram uma menção a uma pizzaria.
Até meados do século passado, era comida exótica.
Teus avós certamente lembram: a pizza era uma comida exótica até meados do século passado.
Os historiadores lembram que existem algumas menções que podem levar a algo que se assemelhasse a uma pizza.
A “Eneida” do grande Virgílio, diz que diante da escassez de viveres, eram obrigados a comer “menses”, um prato feito de pão.
Do Egito à Grécia, do império persa ao chinês, em quase todos os tempos e lugares levaram ao forno misturas parecidas a uma pizza.
Uma mera mistura de farinha e água que não precisa de cuidados e pode ser condimentada.
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