Ucrânia registra primeiro ataque de drone russo guiado inteiramente por IA, diz jornal
Um drone russo matou três pessoas na cidade de Zaporizhzhia, no sudeste da Ucrânia , em julho deste ano.
O que chamou a atenção, no entanto, foram as circunstâncias em que o ataque aconteceu: o dispositivo era totalmente guiado por um sistema experimental de inteligência artificial, sem intervenção humana, segundo reportagem publicada pelo jornal americano The New York Times nesta segunda-feira, 24.
O bombardeio foi o primeiro comprovadamente conduzido por um drone que escolheu seu alvo por conta própria – três civis.
Entre as vítimas estava uma estudante universitária de 19 anos identificada como Tetiana Bubynets.
O caso gerou especulações sobre um futuro distópico, em que “robôs assassinos percorrem os céus tomando decisões de vida ou morte”, disse o NYT.
“Este é um risco para o mundo inteiro”, reforçou o comandante da defesa aérea em Zaporizhzhia, Serhiy Minaiev, ao jornal.
“Daqui a alguns anos, estaremos vivendo em um filme do ‘Exterminador do Futuro’.
Não é brincadeira.
Máquinas estão tomando decisões para atacar”.
Continua após a publicidade A análise do ataque russo levou as autoridades ucranianas a concluírem que o drone foi programado para atingir um posto de gasolina específico, mas ao se aproximar, elegeu sua mira de forma autônoma, com base em seu treinamento para reconhecer tanques de propano.
A investigação também revelou que os drones possuíam chips produzidos pela empresa americana Nvidia, que produz a maioria dos chips que alimentam os sistemas de IA mais avançados do mundo.
Continua após a publicidade Segundo a reportagem do The New York Times, a presença de produtos da companhia americana e a ausência de antenas nos drones levaram os comandantes de defesa aérea ucraniana a supor que o armamento era guiado por inteligência artificial.
Críticas Os opositores a estes tipos de armas argumentam que, sem a interferência humana, os equipamentos estão mais suscetíveis a erros ou violações das leis de guerra.
De acordo com o texto do NYT, t anto a Rússia quanto a Ucrânia já utilizavam IA em diversos modelos de drones antes do surgimento dos dispositivos totalmente autônomos.
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