O que está por trás da queda no lucro bilionário da Caixa Econômica no 1º semestre
A Caixa Econômica Federal reportou lucro líquido recorrente de 7,3 bilhões de reais no primeiro semestre de 2026, queda de 17,6% na comparação com o mesmo período do ano passado.
No segundo trimestre, a estatal registrou lucro líquido de 3,9 bilhões de reais, alta de 12,4% em relação ao mesmo período de 2025.
A informação foi divulgada em balanço publicado na noite desta quarta-feira, 26.
O resultado do semestre foi impactado pela disparada de 140% nas Provisões para Devedores Duvidosos (PDD), puxada pelo avanço de 1 ponto percentual na inadimplência acima de 90 dias.
Por outro lado, o balanço mostrou crescimento da instituição na concessão de crédito imobiliário, principal negócio da Caixa.
A margem financeira, diferença entre o que a Caixa arrecada com juros de empréstimos e financiamentos e o que paga para captar recursos, somou 37,9 bilhões de reais no primeiro semestre, alta de 16% na comparação anual.
A carteira de crédito encerrou o semestre com saldo de 1,4 trilhão de reais, crescimento de 11,9% em relação ao mesmo período do ano passado.
O principal destaque foi o crédito imobiliário, que registrou concessões de 137,6 bilhões de reais no primeiro semestre de 2026, alta de 29,3% na comparação anual.
A modalidade é considerada uma das linhas de menor risco para os bancos, por contar com garantia do próprio imóvel.
Continua após a publicidade Ainda assim, a inadimplência da carteira de crédito da Caixa subiu 1 ponto percentual em 12 meses, chegando a 3,64%.
Com isso, as Provisões para Devedores Duvidosos (PDD) cresceram 140% em um ano, passando de 5,6 bilhões de reais no primeiro semestre de 2025 para 13,4 bilhões de reais no mesmo período de 2026.
O avanço das provisões foi o principal fator para a queda da rentabilidade, medida pelo retorno sobre o patrimônio líquido (ROE).
O indicador recuou 2,7 pontos percentuais e ficou em 9,16%, abaixo do custo de capital da instituição, estimado em cerca de 14% ao ano.
Continua após a publicidade Assim, a Caixa encerrou o primeiro semestre com queda no lucro e na rentabilidade, além de aumento da inadimplência e forte alta nas provisões.
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