Déficit externo sobe para US$ 8,1 bilhões em julho
Continua após a publicidade O Brasil registrou déficit de 8,1 bilhões de dólares nas transações correntes em julho de 2026, acima do saldo negativo de 6,9 bilhões de dólares observado no mesmo mês do ano passado, segundo dados divulgados nesta quinta-feira, 27, pelo Banco Central .
A piora foi provocada pela redução do superávit comercial e pelo aumento dos déficits nas contas de serviços e de renda primária.
No acumulado de doze meses, o rombo nas contas externas subiu de 61,7 bilhões de dólares em junho para 62,9 bilhões de dólares em julho, equivalente a 2,49% do Produto Interno Bruto (PIB).
Apesar do avanço mensal, o resultado permanece abaixo dos 75,9 bilhões de dólares, ou 3,51% do PIB, registrados em julho de 2025.
A balança comercial de bens permaneceu positiva, mas perdeu força.
O superávit caiu de 6,4 bilhões de dólares em julho do ano passado para 6,2 bilhões de dólares neste ano.
As exportações cresceram 5,7%, para 34,2 bilhões de dólares, enquanto as importações avançaram 8,1%, para 28,1 bilhões de dólares.
Continua após a publicidade O déficit na conta de serviços aumentou de 4,8 bilhões para 5,3 bilhões de dólares.
Houve crescimento das despesas líquidas com transporte, telecomunicação, computação, informações e propriedade intelectual.
Os gastos líquidos com viagens internacionais somaram 1,6 bilhão de dólares, alta de 7,9% na comparação anual.
Já o déficit em renda primária, que reúne pagamentos de juros e remessas de lucros e dividendos, passou de 9 bilhões para 9,4 bilhões de dólares.
As despesas líquidas com juros cresceram 10,4%, para 4,6 bilhões de dólares, enquanto as remessas líquidas de lucros e dividendos ficaram praticamente estáveis, em 4,8 bilhões de dólares.
Os investimentos diretos no país somaram 7,5 bilhões de dólares em julho, abaixo dos 8,4 bilhões de dólares registrados no mesmo mês de 2025.
No acumulado de doze meses, porém, os ingressos alcançaram 88,4 bilhões de dólares, equivalentes a 3,50% do PIB, ante 68,3 bilhões de dólares, ou 3,16% do PIB, um ano antes.
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