Estado dos EUA cria imposto para data centers e pressiona big techs
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Em um país à beira de uma revolução tecnológica, poucos estados se comparam à Virgínia, onde centenas de galpões repletos de computadores potentes e ávidos por energia renderam à região o apelido de "Corredor dos Data Centers".
Por isso, foi surpreendente quando os legisladores da Virgínia decidiram, no fim de junho, voltar-se contra o setor que há muito ajudavam a fomentar. Após um ano de negociações, o estado tornou-se o primeiro do país a impor um imposto aos data centers com base na quantidade de eletricidade que consomem.
Para gigantes como Amazon e Microsoft , o imposto representa uma fração do que podem ganhar com a inteligência artificial . Para a Virgínia, porém, pode gerar até US$ 600 milhões em receita no próximo ano, segundo a senadora estadual democrata L. Louise Lucas. A rápida proliferação dos data centers trouxe novos custos econômicos e ambientais, afirmou ela, e o setor deveria arcar com uma parcela maior desse ônus.
"Como podemos permitir que as empresas mais ricas da história da humanidade venham para a comunidade da Virgínia", disse Lucas, "e não sigam as mesmas regras que todos os outros?"
O debate na Virgínia faz parte de uma reavaliação mais ampla da política americana sobre a inteligência artificial. De câmaras municipais a Washington, formuladores de políticas discutem como garantir que suas comunidades se beneficiem de uma tecnologia que pode gerar uma nova fortuna para o Vale do Silício.
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As maiores empresas de tecnologia apostam que a IA vai transformar áreas como pesquisa médica e defesa. Entre os americanos, porém, cresce o temor de que os ganhos não sejam compartilhados —ou sejam obtidos às suas custas.
A discussão já se traduz em propostas para tributar e regulamentar o setor. Centenas de comunidades, lideradas por democratas e republicanos, também tentaram suspender ou restringir a construção de data centers enquanto avaliam seus efeitos econômicos e ambientais.
As empresas de IA afirmam que podem trabalhar com governos para conter perdas de empregos e outros efeitos negativos. Mas grupos que representam o setor fizeram lobby contra propostas consideradas excessivas, preparando novos confrontos com comunidades que querem uma parcela maior dos benefícios.
O resultado transformou a IA em uma das questões políticas de destaque nas eleições legislativas de meio de mandato de 2026, com potencial para influenciar a economia americana nas próximas décadas.
A primeira é que a IA provoque um boom econômico sem precedentes, acrescentando potencialmente mais de US$ 15 trilhões à produção mundial até 2030. A expectativa ajudou a impulsionar o valor das grandes empresas de tecnologia, que hoje representam parcela desproporcional do S&P 500. Anthropic e OpenAI também estudam ofertas públicas de ações (IPOs) que podem avaliar cada uma em US$ 1 trilhão ou mais.
A segunda é um cenário de forte destruição econômica.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.