Raízen reduz prejuízo para R$ 1,642 bi no 1º trimestre do ano-safra 2026/27
São Paulo, 14 - A Raízen registrou prejuízo líquido de R$ 1,642 bilhão no primeiro trimestre do ano-safra 2026/27 (abril a junho), redução de 11% em relação à perda de R$ 1,844 bilhão em igual período da safra anterior.
A receita líquida cresceu 4%, para R$ 51,460 bilhões, enquanto o Ebitda ajustado mais que dobrou, para R$ 3,848 bilhões, ante R$ 1,701 bilhão um ano antes.
O desempenho operacional foi sustentado principalmente pela distribuição de combustíveis no Brasil, que compensou a piora do segmento de Etanol, Açúcar e Bioenergia (EAB).O Ebitda ajustado da distribuição de combustíveis Brasil avançou 269%, para R$ 3,541 bilhões, beneficiado pelo crescimento dos volumes comercializados, ganhos de eficiência logística e comercial e maior diluição das despesas operacionais.
O volume de vendas aumentou 6,6%, para 7,178 bilhões de litros, com altas de 8% no ciclo Otto e de 6,5% no diesel.
A receita operacional líquida do segmento cresceu 16,1%, para R$ 44,714 bilhões, enquanto a margem Ebitda ajustada avançou de R$ 142 para R$ 493 por metro cúbico.No EAB, o Ebitda ajustado caiu 63,1%, para R$ 300,8 milhões, pressionado pela redução dos preços realizados de açúcar, etanol e bioenergia e pelos menores volumes comercializados.
A companhia também registrou menor produção de açúcar, enquanto a produção de etanol cresceu no trimestre.Apesar da melhora operacional, o resultado líquido continuou negativo devido ao aumento de 42,4% das despesas financeiras, para R$ 2,973 bilhões, associado ao maior endividamento e aos efeitos da implementação do plano de recuperação extrajudicial.Nas operações continuadas, o prejuízo líquido foi de R$ 797,9 milhões, ante R$ 1,787 bilhão um ano antes.
A operação descontinuada, relacionada à Argentina, também teve impacto negativo de R$ 843,7 milhões no resultado do trimestre, incluindo efeitos contábeis do desinvestimento.
Segundo a companhia, esse resultado inclui o desempenho líquido das operações argentinas no trimestre e efeitos contábeis relacionados ao desinvestimento, como baixa de ágios, custos da transação, variação cambial e impactos tributários.Os investimentos consolidados recuaram 32,6%, para R$ 1,053 bilhão no trimestre, em linha com a estratégia de disciplina na alocação de capital, informou a Raízen.
Dívida líquida A dívida líquida da Raízen encerrou o primeiro trimestre do ano-safra 2026/27 em R$ 56,870 bilhões, alta de 15,5% em relação aos R$ 49,220 bilhões registrados um ano antes, mas queda de 2,3% ante o trimestre imediatamente anterior.
A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado dos últimos 12 meses, recuou para 4,8 vezes, ante 5,2 vezes no quarto trimestre de 2025/26, mas permaneceu acima das 4,5 vezes registradas um ano antes.
O Ebitda ajustado dos últimos 12 meses utilizado no cálculo da alavancagem somou R$ 11,853 bilhões, alta de 8,1% na comparação anual e de 5,1% ante o trimestre anterior.A dívida bruta, incluindo derivativos, somou R$ 70,863 bilhões no fim de junho, alta de 9,1% em um ano.
Do total, R$ 67,609 bilhões estavam no escopo da recuperação extrajudicial, alta de 14,4% na comparação anual.
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