Correr rápido é mais benéfico do que corrida longa e moderada, diz estudo
Um novo estudo revelou que apenas três minutos de corrida em esforço máximo alteram o sangue de forma muito mais profunda e benéfica do que um treino longo e moderado.
Estudo foi feito por pesquisadores da Universidade Rockefeller e publicado no periódico científico Cell Reports Medicine . A descoberta explica como tiros curtos de exercício trazem benefícios diretos para a saúde e a longevidade celular.
Seis tiros de 30 segundos alteraram quase 25% das proteínas sanguíneas, contra menos de 0,25% no exercício moderado . Embora a corrida leve na esteira por 90 minutos tenha alterado mais proteínas do que o ciclismo moderado (uma diferença de 0,25%), ela ainda ficou drasticamente abaixo do impacto de 25% provocado pelos tiros curtos.
Exercício moderado gerou uma resposta metabólica bem mais lenta e modesta . Foi necessário esperar três horas após o treino moderado para detectar uma liberação significativa de gorduras e proteínas do fígado no sangue, com poucos efeitos nas células de gordura.
Treino de tiros alterou 32 de 33 proteínas associadas ao menor risco de obesidade e diabetes . Ao comparar os dados com mais de 53 mil pessoas do banco de dados de saúde do Reino Unido, o estudo mostrou que o exercício moderado ativou apenas três dessas proteínas protetoras.
Mais de um quarto das proteínas liberadas nos tiros foram associadas a um envelhecimento mais lento . A presença dessas moléculas na circulação indica que o esforço intenso de curta duração atua diretamente em marcadores de longevidade do corpo.
É amplamente reconhecido que diferentes intensidades de exercício estimulam adaptações distintas em todo o corpo. No entanto, os mecanismos moleculares que ligam essas adaptações dependentes da intensidade permaneciam em grande parte obscuros. Nosso trabalho sugere que as exerglicinas — proteínas e metabólitos liberados na corrente sanguínea após o exercício — são altamente sensíveis à intensidade do treino e podem ser os principais mediadores dos efeitos promotores de saúde decorrentes de tiros curtos de exercício vigoroso Luke Olsen, pós-doutorando que conduziu os estudos
Células de gordura humana expostas ao sangue pós-sprint sofreram mudanças profundas no seu funcionamento . O plasma coletado após os tiros alterou a forma como as células adiposas queimam energia, respondem a hormônios e percebem nutrientes.
Corpo usou um atalho celular para cortar e liberar proteínas direto na circulação . Em vez de fabricar novas proteínas do zero, o estudo mostrou que o organismo "podou" e soltou pedaços de proteínas que já estavam na superfície das células, aumentando rapidamente moléculas ligadas a vasos sanguíneos e hormônios.
Resposta molecular do organismo permaneceu ativa mesmo após oito semanas de treinamento . Os pesquisadores concluíram que essas alterações não são apenas um susto temporário a um estímulo novo, mas um benefício biológico próprio do exercício intenso.
O que é empolgante aqui é que apenas alguns minutos de exercício intenso podem desencadear uma resposta molecular significativa.
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